Enquanto o imunizante do Butantan teve a aplicação interrompida, a Qdenga, usada na rede pública, segue sem alterações.

Fonte: Agência Brasil foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A vacina contra dengue do Butantan, que teve a aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde, não é o imunizante aplicado em crianças nos postos de saúde.
Chamada de Qdenga, a vacina aplicada em crianças e adolescentes de 10 anos a 14 anos é fabricada pelo laboratório Takeda (japonês). Esse imunizante não sofreu nenhum tipo de suspensão.
"A vacina do laboratório Takeda, que é feito para crianças de 10 anos até adolescentes de 14 anos, essa segue com a vacinação normal em todo o país", explica o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional.
A Qdenga está disponível na rede pública desde 2024. Cerca de 8 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil, conforme o Ministério da Saúde.
Além disso, Gatti ressalta que a vacina do Butantan é indicada para pessoas acima de 15 anos de idade e não estava disponível para toda a população.
"Ela [vacina do Butantan] estava direcionada para um público muito específico, porque a gente tinha começado apenas a estratégia", afirma.
A vacina do Butantan foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano.
Foram vacinadas profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, público de 15 a 49 anos de idade de três cidades - Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) - e da região de Araguaína (TO). Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram imunizadas.
Dengue no Brasil
De janeiro a maio, o Brasil já registrou uma queda de 97% nas mortes e de 94% nos casos de dengue em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.
MS orienta vacinados a procurar atendimento médico caso apresentem febre, dores no corpo, manchas na pele ou sinais de sangramento.

Fonte: Agência Brasil foto: Instituto Butantan/Divulgação
Nesta segunda-feira 8/6, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi tomada após 42 pessoas apresentarem sintomas graves depois de terem sido vacinadas. Três foram internadas e duas faleceram.
Os casos de reação adversa e as mortes estão sendo investigados para saber se há uma relação de fato com a vacina.
O ministério alerta que a suspensão é uma medida de precaução e que as pessoas vacinadas estão protegidas contra a dengue.
"É importante lembrar que essa vacina tem eficácia comprovada. Todas essas pessoas que estão vacinadas, elas estão protegidas conforme a proteção que é dada pela vacina", destaca o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional.
O que fazer se tiver reação adversa
O diretor explica que aqueles que receberam a vacina nos últimos 21 dias estão em um período chamado viremia vacinal, quando ainda há presença da forma enfraquecida do vírus da dengue no sangue. Isso ocorre porque a vacina "imita" a infecção de forma controlada, ajudando o organismo a desenvolver os anticorpos contra a doença.
Desta forma, as pessoas vacinadas, nesse período, devem ficar atentas a algum sintoma semelhante a dengue, como os citados abaixo, e procurar atendimento médico.
"Se porventura tiverem algum desses sinais ou sintomas, elas devem procurar um serviço de saúde e devem procurar assistência", orienta Gatti.
Os vacinados há mais de 21 dias não necessitam buscar atendimento médico.
"As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco, e inclusive elas estão protegidas contra dengue", explica o diretor.
A vacina do Butantan evita em 65% a ocorrência de dengue e em mais de 80% casos graves da doença e de hospitalização.
"As pessoas que foram vacinadas e estão bem, passaram do período de 21 dias, não têm o que se preocupar", disse.
Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas com o imunizante, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na primeira fase de implantação, foram vacinadas as populações de três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO). Em fevereiro, passaram a ser vacinados os profissionais de saúde da atenção primária.
Antes de ser adotada no SUS, a vacina passou por todos os ritos necessários para o uso no país. Na fase de testes, foram vacinadas mais de 11 mil pessoas e monitoradas por até cinco anos. Após os testes, a vacina foi autorizada pela Anvisa.
Exames estão sendo realizados pelo Instituto Adolfo Lutz; paciente permanece isolada e em estado estável.

Fonte: Agência Brasil foto; Pablo Jacob/Governo de SP
Um novo caso suspeito de ebola está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac (CVE-SP).
Segundo a secretaria, a paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve recentemente a trabalho na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. O país passa por um surto da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.
Ela desembarcou no Brasil no dia 6 de junho e nesta terça-feira (9) começou a apresentar sintomas como diarreia e febre, procurando um serviço particular de saúde. Nesta madrugada (10), ela foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença.
Segundo a secretaria, a paciente está estável e permanece em leito de isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de situação. Um teste rápido para malária já foi realizado, que deu resultado negativo.
Até o momento, não há confirmação laboratorial de doença pelo vírus ebola. As análises estão sendo conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).
Este é o segundo caso suspeito de ebola no estado de São Paulo. O primeiro caso, referente a um homem de 37 anos procedente da República Democrática do Congo, foi investigado e descartado para ebola.
As análises para esse paciente detectaram a presença de uma bactéria causadora da meningite meningocócica. Segundo a secretaria, esse paciente segue internado no Emílio Ribas, com evolução favorável do quadro de saúde.
Ebola
A doença pelo vírus ebola é uma grave infecção transmitida de pessoa para pessoa. A infecção ocorre por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais ou secreções (fezes, urina, saliva, sêmen) de pessoas infectadas, mas somente quando estas apresentam sintomas. O vírus não é transmitido pelo ar.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a doença geralmente apresenta alta taxa de mortalidade, mas no atual surto de ebola, essa taxa varia entre 55% e 60%.
O vírus ebola surgiu pela primeira vez em 1976 em uma aldeia próxima ao rio Ebola, na República Democrática do Congo (antigo Zaire). Desde sua detecção, vários surtos da doença ocorreram em diferentes partes da África.
Até este momento, não houve confirmação de casos de ebola no Brasil.
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SANTA JULIANA, MG - Durante patrulhamento preventivo em um local conhecido pela incidência de crimes relacionados ao tráfico de drogas, os militares abordaram um veículo VW/Gol conduzido pelo suspeito. Durante a fiscalização, foram constatados sinais de alteração da capacidade psicomotora em razão da ingestão de bebida alcoólica. Também foi verificado que o condutor não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Em continuidade às diligências, os policiais realizaram buscas na residência utilizada pelo abordado, onde localizaram 35 pedras de crack, 21 porções de cocaína, sete buchas de maconha, meia barra de pasta-base de cocaína, uma balança de precisão, uma faca com resíduos de entorpecentes, diversos materiais utilizados para o fracionamento e embalagem de drogas, além de R$ 19,00 em dinheiro.
Diante dos fatos, o autor foi preso em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e condução de veículo sob a influência de álcool. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com todo o material apreendido, para as demais providências legais.
O veículo utilizado pelo suspeito de 28 anos foi removido para um pátio credenciado em razão das irregularidades constatadas durante a fiscalização. Também foram adotadas as medidas administrativas cabíveis.
Participaram da ocorrência o Cabo Miiller; o Soldado Dionatane o Sargento Amorim, que prestou apoio mesmo estando de folga.

Pais não conseguiram retirar o menino e recorreram ao Corpo de Bombeiros.


Com informações e fotos do Corpo de Bombeiros
BETIM (MG) – Os militares do Corpo de Bombeiros foram acionados na manhã desta quarta-feira (10/6), por volta das 8h15, para atender a uma ocorrência na Rua Gérbera, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Betim. No local, uma criança de três anos pegou uma supercola em casa, espalhou grande quantidade do produto no sofá da sala, sentou-se sobre a poça de cola e ficou grudada.
Segundo os bombeiros, os pais tentaram retirar o filho, mas sem sucesso.
Os militares do Posto Avançado de Betim foram acionados para socorrer a família.
Conforme relato do pai da criança, há grande quantidade de cola espalhada no sofá. A perna do menino ficou colada em uma posição que lhe causa desconforto.
Os bombeiros realizam um trabalho minucioso para reduzir o incômodo da criança. Após a conclusão do atendimento, os pais levarão o menino para avaliação hospitalar.
Programa prevê bônus mínimo de 60% para implantação de usinas fotovoltaicas e sistemas de armazenamento, ampliando a autonomia energética no campo
A Cemig abriu o edital do Programa Cemig Agro Solar 24h, iniciativa que prevê investimentos de até R$ 50 milhões para fomentar a implantação de sistemas de geração de energia solar associados a baterias de armazenamento em propriedades rurais de Minas Gerais. O objetivo é ampliar a segurança energética no campo, reduzir custos operacionais e aumentar a autonomia dos produtores em atividades que dependem de fornecimento contínuo de energia elétrica.
Realizado por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Cemig, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e em parceria com o programa Cemig Agro, o projeto busca selecionar propostas apresentadas por empresas especializadas, ESCOs, associações e instituições públicas ou privadas interessadas em desenvolver soluções voltadas ao setor rural.
O principal diferencial da iniciativa é a combinação entre geração solar e sistemas de armazenamento em baterias (Battery Energy Storage System – BESS), tecnologia que permite armazenar a energia produzida durante o dia para utilização em outros períodos, aumentando a confiabilidade do fornecimento para atividades produtivas essenciais.
Segundo o gerente de Eficiência Energética da Cemig, Thiago Batista, o programa representa mais um passo da companhia na busca por soluções inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável do agronegócio mineiro.
“O armazenamento de energia em baterias é uma das tecnologias mais promissoras da transição energética. Ao associar a geração solar aos sistemas de armazenamento, conseguimos oferecer ao produtor rural mais autonomia, segurança operacional e eficiência energética. Isso é especialmente importante para atividades que não podem sofrer interrupções, como irrigação, produção de leite, avicultura, suinocultura e agroindústrias”, afirma.
O objetivo final do Cemig Agro Solar 24h é oferecer aos clientes rurais contemplados um bônus de pelo menos 60% para aquisição de usinas fotovoltaicas e sistemas de armazenamento de energia. Com isso, os produtores poderão gerar, armazenar e utilizar sua própria energia de forma mais eficiente, reduzindo custos e aumentando a resiliência energética das propriedades.
“Além dos ganhos econômicos, o programa contribui para a modernização do campo e para a adoção de tecnologias alinhadas às práticas de sustentabilidade. Estamos criando condições para que cada vez mais produtores tenham acesso a soluções energéticas modernas, capazes de aumentar a competitividade do agronegócio mineiro”, destaca Thiago Batista.
As propostas de projetos e a documentação necessária poderão ser enviadas até o dia 26 de junho de 2026. A conclusão do processo seletivo está prevista para 31 de agosto de 2026.
Os interessados podem acessar o regulamento completo, critérios de participação, cronograma e formulários no endereço:
A vítima relatou que seu companheiro, após ingerir bebida alcoólica, passou a ameaçá-la de morte utilizando uma arma de fogo

A Polícia Militar foi acionada para atendimento de ocorrência de violência doméstica em uma fazenda localizada na zona rural de Santa Juliana.
No local, a vítima relatou que seu companheiro, após ingerir bebida alcoólica, passou a ameaçá-la de morte utilizando uma arma de fogo. Durante a ação, o suspeito também a agrediu fisicamente e efetuou um disparo de arma de fogo nas proximidades da residência.
Após diligências, os militares localizaram uma arma de fogo artesanal calibre .38 escondida em um veículo utilizado pelo suspeito. Durante a vistoria, foi constatada a presença de uma munição deflagrada na câmara da arma e uma munição intacta em posse do homem.
Diante dos fatos, o suspeito foi preso em flagrante pelos crimes de ameaça e lesão corporal no contexto da violência doméstica, bem como por posse ilegal de arma de fogo, sendo encaminhado à Delegacia de Polícia Civil juntamente com os materiais apreendidos.
Equipe responsável: Cabo Miller; Cabo Eduardo; Cabo Teixeira; Soldado Dionatan.
Veículos transportavam milho e cerca de 50 mil litros de combustível




Com informações e fotos da Polícia Militar Rodoviária
Os militares do Corpo de Bombeiros, SAMU e Polícia Militar Rodoviária foram acionados por volta das 4h15 da madrugada desta terça-feira (09/06/2026) para atender a um grave acidente na BR-251, km 922, nas proximidades da pista de kart, no município de Unaí (MG).
Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, o acidente envolveu duas carretas. Uma delas transportava aproximadamente 50 mil litros de combustível, entre óleo diesel e gasolina, enquanto a outra estava carregada com grãos de milho. Com a força do impacto, os veículos foram rapidamente tomados pelas chamas, provocando um incêndio de grandes proporções.
Ao chegarem ao local, os militares constataram que equipes do Corpo de Bombeiros já realizavam o combate ao incêndio, enquanto o SAMU prestava apoio à ocorrência e policiais militares faziam a sinalização e o controle do tráfego.
Durante os trabalhos, foi verificado que o condutor da carreta-tanque, um homem de 48 anos, permaneceu preso no interior do veículo e morreu carbonizado em decorrência da gravidade do acidente. O caminhão pertence ao Posto Radar, de Unaí, e transportava cerca de 50 mil litros de combustível.
Já o motorista da carreta carregada com milho, de 29 anos, relatou aos policiais que enfrentou problemas mecânicos e precisou parar o veículo às margens da rodovia. Segundo ele, ao descer para sinalizar a via e verificar a situação, percebeu o momento em que a carreta-tanque colidiu na traseira de seu veículo, dando início ao incêndio. O motorista conseguiu se afastar em segurança e acionou a Polícia Militar pelo telefone 190. Ele não sofreu ferimentos e dispensou atendimento médico.
As chamas causaram danos severos aos dois veículos e provocaram o derramamento de combustível sobre a pista, atingindo também áreas de vegetação e solo às margens da rodovia, aumentando os riscos ambientais.

Diante da gravidade da ocorrência, foram acionados o Núcleo de Emergências Ambientais (NEA), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Polícia Militar Ambiental e demais órgãos competentes. A Perícia Criminal compareceu ao local, realizou os levantamentos técnicos e, após os trabalhos periciais, liberou o corpo da vítima para o Instituto Médico-Legal (IML).
O trecho da BR-251 permaneceu interditado durante os trabalhos de combate ao incêndio e posteriormente passou a operar em sistema Pare e Siga, com controle do trânsito nos dois sentidos da rodovia. As equipes seguem atuando no transbordo da carga remanescente e na retirada dos veículos envolvidos.
As autoridades informaram que os trabalhos de limpeza, remoção da carga e liberação total da pista seguem sem previsão de término. A imprensa local e regional foi

MS diz que decisão é cautelar e que ainda não há confirmação de relação com a vacina

Fonte: Agência Brasil foto: Instituto Butantan/Divulgação
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.
A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.
“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.
“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país.
A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde.
Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue.
Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).
Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo.
O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue.
A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco.
Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.
Casos graves
A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã.
Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue - 0,7% do total de vacinados.
Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina.
Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas:
Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta.
Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito.
Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito.
Observação
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa.
A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.