Em carta publicada na ‘Science’, um grupo de pesquisadores exorta as autoridades a “transferir as atividades para áreas externas e melhorar a ventilação de interiores”

Fonte: EL PAÍS foto: MARY ALTAFFER / AP
Enquanto os cientistas alertam que o risco de pegar covid-19 em ambientes fechados pode ser quase vinte vezes maior do que ao ar livre, as autoridades continuam a reduzir a capacidade de instalações fechadas e ambientes externos na mesma proporção, como se o perigo fosse o mesmo. Fecham parques, abrem bares. Esses exemplos servem para ilustrar o impacto de uma carta recém-publicada pela revista Science, na qual um grupo de cientistas e médicos explica a importância de serem tomadas medidas para combater os contágios transmitidos por via aérea. Ou seja, ajustar as máscaras e melhorar a ventilação para evitar que alguém respire e se infecte com as partículas contagiosas que se acumulam suspensas quando o ar não está fluindo. Além disso, e quase ao mesmo tempo, os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA, atualizaram suas diretrizes para finalmente reconhecer o papel que o contágio pelo ar desempenha. No Brasil, 146.675 pessoas morreram e um total de 4.927.235 foram confirmadas com a covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira.
“Há evidências esmagadoras de que a inalação de SARS-CoV-2 representa uma importante via de transmissão para a Covid-19”, escrevem os autores da carta, liderados por Kimberly Prather, da Universidade da Califórnia, em San Diego. Conforme explicado no artigo, as pessoas com Covid, e também aquelas que não apresentam sintomas, liberam milhares de aerossóis carregados de vírus, e também algumas gotículas ao respirar, tossir, falar ou cantar. “Portanto, é muito mais provável inalar aerossóis do que uma gota, por isso, a atenção deve estar focada na proteção contra a transmissão aérea”, afirmam.
Por isso, além das conhecidas obrigações de distanciamento, higiene e uso de máscaras, as autoridades sanitárias acrescentem novas orientações especificamente voltadas para evitar o risco desses aerossóis. “Instamos as autoridades de saúde pública a adicionar instruções claras sobre a importância de transferir as atividades para o ar livre, melhorar o ar de interiores por meio da ventilação e filtração e melhorar a proteção para trabalhadores de alto risco”, concluem eles em seu texto. É preciso imaginar que as outras pessoas expelem fumaça contagiosa pela boca, sugerem os especialistas em aerossol, porque é assim que essas partículas se comportam.
“Máscaras o tempo todo nos ambientes internos”
“Esse vírus é liberado em aerossóis que permanecem flutuando no ar, viajam mais de dois metros e podem se acumular no ar da sala”, resume Prather em um e-mail. E alerta: “As máscaras devem ser usadas em ambientes internos sempre que houver outras pessoas presentes; os aerossóis não param a dois metros”.
A verdade é que muitas autoridades incluem em suas recomendações a ideia de ventilar interiores. Mas, como o motivo não é explicado, pouco se cumpre, critica o especialista em aerossóis José Luis Jiménez, da Universidade do Colorado. Praticamente todos os órgãos fazem o alerta, mas na maioria dos casos não com a ênfase que este grupo de cientistas reivindica. Na semana passada, o diretor do Centro de Alertas e Emergências Sanitárias da Espanha, Fernando Simón, afirmou que não temos “evidências sólidas” de transmissão por aerossóis, embora tenha reconhecido que “estão aparecendo alguns estudos que parecem indicar esta linha”.
Na maioria, as diretrizes oficiais assumem a existência de três vias de contágio, embora não com a mesma importância. As gotículas que um paciente expele e vão parar na boca, olhos ou nariz de outra pessoa (daí a necessidade de distâncias e máscaras), o contato dessas mucosas com alguma superfície contaminada (ou fômites, daí a higiene das mãos) e a inalação de aerossóis.
Flutuando no ar a cinco metros
As evidências da existência desse modo de contágio pela respiração de partículas microscópicas aerotransportadas vêm crescendo em peso e em respaldo desde que em fevereiro alguns especialistas começaram a alertar para essa possibilidade. As evidências seguem em duas direções. De um lado, ao se localizar partículas contagiosas, com carga viral suficiente, flutuando no ar a quase cinco metros do doente. De outro, os numerosos casos de infecções em massa que se registam semana após semana e em que apenas os aerossóis podem explicar uma infecção tão massiva.
“As evidências do estudo dos surtos, sobretudo em massa, indicam que neles o contágio teve de ocorrer principalmente por transmissão aérea de aerossóis que persistiam em suspensão no ar e se distribuíam por toda uma área interna mal ventilada”, diz a virologista Margarita del Val, diretora do grupo Saúde Global, do CSIC de pesquisa sobre o coronavírus. Por exemplo, o coral de Skagit, onde um dos cantores infectou 52 pessoas em um único ensaio, algumas situadas vários metros atrás dele, em uma sala sem ventilação. Ou a aula de zumba na Coreia do Sul. Ou o restaurante de Guangzhou, no qual foram contaminados clientes que estavam a mais de quatro metros de distância do paciente zero, com quem dividiram uma sala sem ventilação externa por uma hora. Apesar de ser extremamente difícil saber em detalhes como uma pessoa foi infectada, existem circunstâncias que permitem descartar certas vias.
“Os casos de superpropagação só podem ser explicados por aerossóis: todos respiram o mesmo ar em uma sala fechada e com pouca ventilação”, diz Prather. E acrescenta: “O desafio com esse vírus é que muitas pessoas se movimentam já infectadas, sem saber que estão doentes; exalam aerossóis infecciosos simplesmente pela fala”. Del Val acredita que há menos evidências de surtos de transmissão por superfícies, ou por gotículas recebidas diretamente: “Admitir também a transmissão por aerossóis, sem esquecer que ambas as vias podem ser importantes no contágio, nos permite reagir a tempo e não atrasar a implementação de medidas que reduziriam os contágios em locais fechados”.
Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) só reconheceu que essa via aérea poderia ter algum papel na pandemia depois que mais de duzentos cientistas publicaram uma carta aberta exigindo que seus dados fossem levados em consideração. Mas só a admite como uma possibilidade, embora suas diretrizes incentivem a melhorar a ventilação dos espaços. Os CDCs aumentaram a confusão após publicar em seu site durante dois dias a informação de que a inalação de aerossóis era a principal via de infecção, e então a apagou por completo, alegando que um rascunho havia sido publicado por engano. Precisamente nesta segunda-feira os CDCs voltaram a atualizar suas diretrizes, reconhecendo que, “sob certas condições, pessoas com Covid-19 parecem ter infectado outras que estavam a mais de dois metros de distância. Essas transmissões ocorreram em espaços fechados com ventilação inadequada. Às vezes, a pessoa infectada respirava com força, por exemplo, enquanto cantava ou se exercitava”. A Universidade Johns Hopkins, uma das mais prestigiadas em questões médicas, considera ser evidente o papel dos aerossóis e aponta a ventilação interna como um dos principais desafios desta fase da pandemia.
Parques fechados e bares abertos: “É o contrário”
Essa controvérsia tem efeitos reais, não é puramente técnica. O desconhecimento geral desta via de contágio significa que, por exemplo, pouco tenha sido aproveitada a possibilidade que o clima espanhol propiciava à transferência de atividades para áreas externas. Ou que se decida reduzir a capacidade para 50% tanto nos ambientes ao ar livre como nas áreas internas dos lugares, quando o risco de contágio é muito maior no interior, e ruas exclusivas para pedestres e parques sejam fechados. É o contrário", critica Prather, “o exterior é melhor do que o interior, por causa da diluição”. “Os bares são a atividade de maior risco: falar alto, sem máscara, enquanto se bebe ou come, má ventilação, sentar um perto do outro... Tudo leva ao acúmulo de aerossóis”, explica a cientista.
A professora da Universidade da Califórnia dá como exemplo a cidade de Nova York, onde todos os bares e restaurantes fecharam, e os locais que servem comida acabam de ser reabertos com apenas 25% de ocupação. “Com a abertura de escolas e empresas é fundamental que tenham a orientação adequada para fazer isso com segurança”, observa. Del Val propõe outras medidas: “Ser mais rigorosos na recomendação de máscaras em todos os interiores, colocar em posição de renovação o ar aquecido em edifícios com sistemas de aquecimento central, em vez de recircular o ar, e estudar a possibilidade de equipá-los com filtros adequados ou processos de inativação de vírus, ou ainda recomendar ventilação regulada em vários intervalos”.
O que realmente é técnico é a origem dessa polêmica, segundo consideram os signatários desta carta da Science. Eles explicam que as gotinhas que são lançadas como projéteis e caem no chão antes de cruzar o limite de dois metros são maiores (100 mícrons) e mais escassas do que se pensava quando se estabeleceu a distinção entre gotículas e aerossóis (em 5 mícrons), muitas décadas atrás. “Os aerossóis se estendem até 100 mícrons, não a velha crença de 5 mícrons, estabelecida pela OMS”, explica Prather. Isso justifica grande parte das resistências, pois obrigaria a uma revisão de vários critérios em que muitos profissionais de saúde vêm sendo formados há décadas. Por isso, nessa controvérsia às vezes tem havido um choque entre especialistas em aerossóis, de disciplinas como a Física, e biossanitários com mais experiência em contágios, mas menos em como os fluidos se comportam no ar. A carta da Science é assinada por dois especialistas em aerossol, mas também por médicos, virologistas e especialistas em saúde pública.
Até o momento, 4.295.302 brasileiros já se recuperaram da doença

Por: Por Jonas Valente - Repórter da Agência Brasil - Brasília
O número de mortes em razão da pandemia do novo coronavírus chegou a 146.675. Nas últimas 24 horas, foram 323 novos registros de óbitos em decorrência da covid-19. Até ontem, o total era de 146.352. Outros 2.540 óbitos estão em investigação.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgados pela pasta no início da noite desta segunda-feira (5). O órgão consolida informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde de todo o país.
Os casos acumulados de covid-19, informa o balanço do Ministério da Saúde, atingiram 4.927.235. Entre ontem e hoje, as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas 11.946 novos diagnósticos positivos da doença. Até ontem, o painel marcava 4.915.289 casos desde o início da pandemia.
Ainda há 485.258 casos em acompanhamento. De acordo com o Ministério da Saúde, outras 4.295.302 pessoas já se recuperaram da doença.
O número de casos e de mortes são menores nos domingos e segundas-feiras em função da limitação de sistematização dos dados e alimentação do painel do Ministério da Saúde pelas secretarias estaduais aos fins de semana. Já às terças-feiras os números diários tendem a subir pelo acúmulo de casos do fim de semana reportado nesse dia.
De acordo com o Ministério da Saúde, a secretaria de Saúde de Roraima não atualizou os dados por ser feriado no estado. No Rio Grande do Norte e no Acre não foram registradas novas mortes.
Os estados com mais mortes são São Paulo (36.220), Rio de Janeiro (18.780), Ceará (9.056), Pernambuco (8.340) e Minas Gerais (7.656). As Unidades da Federação com menos casos são Roraima (661), Acre (667), Amapá (718), Tocantins (972) e Mato Grosso do Sul (1.365).
Em termo de casos, São Paulo ultrapassou a marca de 1 milhão, com 1.004.579. Em seguida vêm Bahia (316.005), Minas Gerais (308.466), Rio de Janeiro (273.338) e Ceará (243.106).
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Havia 05 pessoas no veículo
PERDIZES (MG)- No dia 04/10, domingo, foram registrados dois acidentes com vítimas fatais em Perdizes. O primeiro, por volta das 07h30m envolveu um Fiat Tempra placas de Perdizes que rodou devido a lixo na pista me bateu numa caminhonete Toyota Hilux placas de Uberaba. Passageiros do Tempra ficaram feridos e uma mulher morre (LEIA AQUI).
O segundo acidente aconteceu por volta das 15 horas, quando a Polícia Militar foi acionada a comparecer na Ponte Adão Menezes, zona rural de Perdizes/MG, onde havia ocorrido um acidente de trânsito.
No local, a PM deparou com o veículo Corsa caído em uma ribanceira. O condutor de 42 anos relatou que vinha de uma cachoeira e como não conhecia muito bem a região, após fazer uma curva, deparou com a ponte de madeira, freou, veio a perder o controle direcional do veículo, caindo ao lado da ponte.
A esposa do condutor de Nubia Duque de Oliveira 40 anos, foi socorrida ainda com sinais vitais, porém não resistiu, vindo a óbito.
Os demais passageiros do veículo, sendo um homem de 37 anos, uma mulher de 35 anos e uma criança de 8 anos foram socorridos até a Santa Casa de Perdizes.
Com informações da Polícia Militar
A Perícia Técnica da Polícia Civil compareceu ao local onde realizou os trabalhos de praxe.
O corpo foi removido ao IML de Araxá/MG.


Cliente poderá cadastrar e-mail, telefone ou CPF e CNPJ

Novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC), previsto para começar a funcionar em novembro, o Pix entrará oficialmente em teste nesta segunda-feira (5). A partir de hoje, os clientes poderão registrar as chaves digitais de endereçamento para enviar ou receber recursos em 644 instituições financeiras.

Segundo o BC, as chaves são o “método fácil e ágil” de identificação do recebedor. Desta forma, o pagador não precisará de dados como número da instituição, agência e conta para fazer uma transferência.
Para cadastrar a chave, basta acessar o aplicativo da instituição em que tem conta e fazer o registro, vinculando a uma conta específica uma das três informações: número de telefone celular, e-mail ou CPF/CNPJ. As informações serão armazenadas em uma plataforma tecnológica desenvolvida e operada pelo BC, chamada Diretório Identificador de Contas Transacionais (DICT), um dos componentes do Pix.
Anteriormente previsto para iniciar em 3 de novembro, o registro das Chaves Pix foi antecipado para que os clientes e as instituições tenham mais tempo para se familiarizar com o novo sistema. Estarão disponíveis antecipadamente todas as funcionalidades para a gestão das chaves, como registro, exclusão, alteração, reivindicação de posse e portabilidade. As regras específicas constam de regulamento publicado pelo BC em agosto.
Neste período antecipado, a participação das instituições financeiras e de pagamentos no registro das chaves ocorre de forma facultativa. O único pré-requisito exigido é a conclusão bem-sucedida da etapa de homologação.
O Pix funcionará 24 horas por dia e reduzirá para 10 segundos o tempo de liquidação de pagamentos entre estabelecimentos com conta em bancos e instituições diferentes. As transações poderão ser feitas por meio de QR Code (versão avançada do código de barras lida pela câmera do celular) ou com base na chave cadastrada.
A nova ferramenta trará agilidade em relação a sistemas atuais de pagamento, como a transferência eletrônica disponível (TED), que leva até duas horas para ser compensada, e o documento de ordem de crédito (DOC), liquidado apenas no dia útil seguinte.
No caso de empresas, a plataforma traz vantagens em relação ao pagamento por cartão de débito. Isso porque o consumidor pagante não precisará ter conta em banco, como ocorre com os cartões. Bastará abastecer a carteira digital do Pix para enviar e receber dinheiro.
5 de outubro: Início do processo de registro de chaves de endereçamento
3 de novembro: Início da operação restrita do Pix
16 de novembro: Lançamento do Pix para toda a população
Por Wellton Máximo* - Repórter da Agência Brasil - Brasília *Colaborou Kelly Oliveira
As primeiras informações é de que as vítimas tiveram escoriações leves.


Na manhã dessa segunda-feira, um veículo da Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros seguia na MG 414, município de Araguari, sentido ao distrito de Amanhecer, quando no KM 7, uma ambulância da Prefeitura Municipal daquela cidade, capotou a frente.
De imediato os Bombeiros providenciaram o socorro das três vítimas, contando com apoio da ambulância do Samu.
As vítimas foram levadas para atendimento em unidades de saúde de Araguari.
As primeiras informações é de que as vítimas tiveram escoriações leves.
Reportagem em atualização. Aguarde detalhes.


Informe Epidemiológico Coronavírus 5/10/2020
Até o momento foram 308.466 casos confirmados, sendo1.267 nas últimas 24 horas.
Estão em acompanhamento 28.033 casos e são 272.807 casos recuperados.
Estão confirmados 7.656 óbitos sendo 13 nas últimas 24 horas.
São 30.125 casos de internação hospitalar na rede pública e privada e a letalidade da doença é de 2,5%.




O Corpo de Bombeiros de Araguari prestou atendimento e resgatou a menina completamente nua.

INDIANÓPLIS (mg) - Uma menina de apenas 5 anos foi achada morta e nua dentro de uma represa na cidade de Indianópolis, no Triângulo Mineiro, a 65 km de Uberlândia. A Polícia Civil já investiga o caso, tratado ainda como um mistério – seria afogamento ou crime?
A pequena Nilckelly Vitória desapareceu por volta de 15h de quinta-feira, 1º de outubro.
Familiares e diversos amigos e populares se uniram para procurar pela menina na cidade que tem aproximadamente 6 mil habitantes. Por volta de 23h a triste notícia. O corpo dela foi achado boiando na represa que fica no centro da cidade.
O Corpo de Bombeiros de Araguari prestou atendimento e resgatou a menina completamente nua. As informações iniciais eram de que a menina havia brigado com familiares e saiu de casa, não sendo mais vista.
A Assistência Social do município foi acionada e enviou Conselheiras Tutelares para acompanhar o caso.
Amiga da família aponta indícios de possível violência
A equipe do V9 e TV Vitoriosa de Uberlândia foi chamada por Aparecida Natalina, que afirmou ser amiga da família e ter convivido com Nilckelly desde que ela nasceu. Segundo ela, a menina não tinha costume de ir sozinha para o lado da represa. A mulher disse ter visto um homem suspeito. Perto do local onde ele costuma ficar, segundo Aparecida, havia uma cartela faltando comprimidos e alguns espalhados e ela suspeita que a menina possa ter sido dopada.
A Polícia Civil de Araguari levantou dois possíveis suspeitos neste caso. No entanto, ainda não afirma se se trata de um crime ou um acidente. O fato curioso é que a criança estava sem roupas dentro da represa.
A TV Vitoriosa de Uberlândia e o V9 ouviram parentes que vão relatar mais detalhes do fato. A reportagem vai ao ar hoje.
Fonte: Carolna Vilela e Everton Fernandes /V9 - Fotos divulgação redes sociais
Um adolescente também ficou ferido

UBERLÂNDIA (MG)- em 03 out. 2020, por volta das 06h30min, na Avenida Jerusalém, Bairro Jardim Canaã, uma equipe policial militar da patrulha de prevenção a homicídios (PPH) foi empenhada a comparecer no local do fato, onde teria ocorrido um assassinato.
Além dessa equipe compareceram ao local outras guarnições da polícia militar, o perito, bem como uma detetive da delegacia de homicídio.
No local os militares foram informados que a guarnição do bombeiro militar esteve no local e atestou a morte da vítima, de 22 anos.
Populares relataram que a vítima estava na companhia de alguns amigos e familiares sentados em volta de uma mesa de bar, que se encontrava na calçada da Avenida Jerusalém, fazendo uso de bebida alcoólica. Em dado momento, um indivíduo, possivelmente em um GM Astra prata, chegou ao local, desceu do referido veículo com uma arma em punho, provavelmente uma pistola calibre 9mm na cor preta, e efetuou vários disparos em direção da vítima, que caiu.
Uma segunda vítima, um adolescente de 17 anos, foi alvejada no pé, sendo levada até o Hospital de Clínicas da UFU. O perito recolheu sete estojos calibre 9mm que estavam no local do crime e ainda nos relatou que a vítima possuía cinco orifícios (entradas e saídas) na região da cabeça (nuca, boca, rosto e pescoço).
As equipes policiais fizeram várias diligências e entrevistas com pessoas no local do fato com a finalidade de levantar informações que levassem até a autoria do crime bem como as possíveis motivações.
Foi levantado que o autor seria um indivíduo gordo branco e alto, em um veículo Astra. Após descrições e pesquisas nos sistemas policiais, foi possível chegar até a fotografia e a qualificação de um suspeito.
De posse de tal qualificação, a guarnição policial militar se deslocou até o hospital das clínicas e fez contato com a vítima, indivíduo alvejado no pé, que confirmou, através de fotografia, a autoria do crime. A namorada da vítima relatou que estava confraternizando e bebendo cerveja com ele, seu irmão e mais duas garotas, quando um GM Astra prata com dois ocupantes se aproximou do local onde estavam e chamou seu namorado pelo nome dizendo "chega aí que eu quero desenbolar uma situação", momento em que a vítima se levantou caminhou até a janela do veículo lado do motorista e começaram a discutir sobre algo que ela disse não ter ouvido, porém como a discussão ficou acalorada, ela se levantou foi até o namorado a fim de retirá-lo para que se afastasse do veículo.
Neste momento, segundo ela, o autor desceu do veículo empunhando uma arma possivelmente uma pistola 9 mm, na cor preta, e começou a efetuar diversos disparos em direção a vítima, dizendo "toma toma toma", enquanto efetuava os disparos.
Em seguida, o indivíduo, após o fato, entrou no veículo Astra e fugiu sentido interior do Bairro Canaã.
A equipe do Tático Móvel deslocou na residência da vítima onde foram encontradas substâncias entorpecentes, embaladas para comercialização, fato que corrobora para que a motivação do crime possa ter relação com o tráfico de drogas.
Várias diligências estão sendo feitas a fim de localizar o suspeito do crime, bem como o veículo Astra prata ano 2006, que está registrado em nome da tia do suspeito.
Em continuidade as diligências, equipe GEPAR da 169ª cia, responsável pelo policiamento no bairro Canaã, após realizar alguns levantamentos, obteve uma denúncia anônima que resultou na localização da arma, uma pistola cromada, calibre 9mm, com um carregador, sem munição, enrolada em uma sacola plástica, aparentando ter sido lavada e que, segundo a denúncia teria sido utilizada no homicídio.
O fato aconteceu em Monte Carmelo

MONTE CARMELO (MG) - No dia 05/10 por volta de 00h26m, a Polícia Militar foi acionada a comparecer à Rua Tambus, bairro Jardim Zenith, onde um homem armado estaria efetuando disparos de arma de fogo.
Ao chegarem no local, os militares foram recebidos com tiros efetuados pelo autor.
Os policiais conseguiram entrar na residência e prender o autor de 51 anos e apreender duas armas de fogo, munições e drogas.
O autor e as armas foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.
Fonte: ASCOM 46º BPM