
Com informações e foto da Polícia Militar
PATROCÍNIO (MG) - A Polícia Militar prendeu, na tarde de terça-feira, 21/7, por volta das 16h23min, um homem de 48 anos no bairro Enéas, em Patrocínio, após ameaçar de morte a ex-companheira durante um impasse sobre o uso de um cartão do benefício Bolsa Família.
Segundo a PM, durante a ação policial, um revólver calibre .32 e munições foram apreendidos na residência do suspeito.
Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou que o ex-companheiro foi até a casa dela e exigiu a entrega do cartão social, alegando que usaria o dinheiro para comprar comida para os quatro filhos do casal. Diante da recusa da mulher em entregar o documento, ele passou a fazer ameaças de morte.
A mulher revelou, ainda, que, horas antes do desentendimento, já havia sido abordada por ele em via pública, oportunidade em que o homem estaria portando uma arma de fogo, o que foi presenciado por sua irmã.
A ocorrência também trouxe à tona o contexto familiar das partes envolvidas. Segundo informado à PM, a mulher possui uma determinação judicial que a proíbe de se aproximar dos quatro filhos e da casa onde as crianças moram com o pai. Ela alegou que, embora mantenha a posse do cartão do programa social para arcar com despesas pessoais, continua fornecendo mantimentos para a alimentação dos filhos.
Os militares se deslocaram até o endereço onde o homem vive com as crianças. Ao ser abordado, ele admitiu ter procurado a ex-companheira para pedir o cartão do benefício, mas negou ter feito qualquer ameaça.
A PM questionou sobre o armamento. O homem inicialmente alegou que não possuía armas de fogo e que havia vendido seu último revólver no início deste ano. No entanto, durante buscas na residência, os policiais encontraram um revólver calibre .32 e munições correspondentes à arma.
Com a localização do armamento e diante das denúncias de intimidação, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido para o 46º BPM e, após, para a Delegacia de Polícia Civil. Ele foi autuado pelos crimes de ameaça, no âmbito da Lei Maria da Penha e de violência doméstica, e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.
O caso segue sob acompanhamento da Polícia Civil e da Justiça.