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7 de Agosto de 2017 às 09:18

Mulheres superam homens na criação de novos negócios, mas enfrentam obstáculos

Segundo professor, o maior responsável por esse crescimento é o empoderamento feminino

As mulheres brasileiras estão à frente dos homens na criação de novos negócios. Mas, quando se trata de negócios já estabelecidos, elas mostram presença menor que a do sexo masculino. As informações estão na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).

Segundo o estudo, em 2016 a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens. A taxa de empreendedores estabelecidos, ou seja, que tocam um negócio há mais de três anos e meio, ficou em 19,6% entre os homens e 14,3% entre as mulheres.

A pesquisa revelou também que as mulheres empreendem por necessidade mais frequentemente do que os homens. No grupo feminino, 48% delas afirmaram ter buscado o empreendedorismo porque precisaram. No masculino, esse percentual cai para 37%.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirma que em tempos de crise o empreendedorismo é uma alternativa para vários brasileiros que perderam o emprego ou buscam uma renda extra. No caso das mulheres, ele destaca que a solução pode ser mais viável que um emprego com horário rígido, já que muitas delas têm de fazer a chamada jornada dupla.

“O dilema da mulher é entre a necessidade de trabalho e de cuidar da criança, da casa. O empreendedorismo tem se mostrado um grande caminho de conciliação. Quem quer fazer carreira em uma empresa tem que lidar com a disciplina dos horários, o que não facilita”, comenta.

Ele lembra que um número grande de brasileiras é responsável, sozinho, pelo sustento da família e pela organização do lar. “Há a mulher como arrimo de família. Elas são a única fonte de renda e ainda têm que cuidar da atividade doméstica. Então, a atividade de empreendedora em casa facilita muito. A maioria caminhou para isso por necessidade. Essa pesquisa trata do mercado formal, mas você tem um monte de mulheres por conta própria na informalidade”, destaca.

Mais suporte

Marcelo Minutti, professor de empreendedorismo e inovação da Faculdade de Economia e Finanças Ibmec, vê como positiva a maior presença feminina nos negócios novos. Ele acredita que isso é resultado do empoderamento das mulheres e avalia que, com o tempo, crescerá também o número das que estão à frente de negócios estabelecidos há mais tempo.

“A gente percebe, nos últimos anos, uma tendência forte para a mulher empreender. Inclusive, esses percentuais de crescimento atual resultam de uma defasagem muito grande [da presença delas nos negócios anteriormente]. Isso estava represado. Como esse empoderamento tem ganhado força apenas nos últimos anos, isso reflete, porque os negócios são mais novos também”, afirma.

Minutti destaca, contudo, que ainda há dificuldades a enfrentar para garantir equidade no mundo dos negócios. “Por mais que seja uma notícia positiva o fato de as mulheres ocuparem espaço maior, a gente tem algumas dificuldades. O preconceito dificulta muito as relações, ainda mais em ambientes majoritariamente masculinos. Por isso, só pedir para as mulheres se esforçarem não é suficiente. Precisa de política pública, que as empresas se adaptem à rotina das mulheres”.

No estudo do Sebrae e do IBPQ, técnicos também enumeram obstáculos apontados por mulheres empreendedoras e recomendam maior suporte. “[As mulheres] conseguem criar novos negócios, porém enfrentam dificuldades para fazer seus empreendimentos prosperarem. Tal fenômeno pode estar associado às condições relatadas, como preconceito de gênero, menor credibilidade pelo fato de o mundo dos negócios ser mais tradicionalmente associado a homens, maior dificuldade de financiamento e dificuldade para conciliar demandas da família e do empreendimento. Essa situação aponta para a necessidade de maiores investimentos para dar suporte”, ressalta a pesquisa.

Ajuda da família

Em março do ano passado, a turismóloga Mariana Alves Carvalho David, 32 anos, decidiu arriscar-se no mundo dos negócios. Desempregada, ela juntou a necessidade ao desejo antigo de ter o próprio negócio e abriu o restaurante Piccolo Emporium, na Asa Sul, zona central de Brasília.

“Na verdade, foram duas coisas. Meu pai vem desse ramo [de restaurantes] há muitos anos e eu tinha vontade de abrir alguma coisa. Aí, fiquei desempregada. Eu tinha um dinheiro e meu pai entrou comigo”, explica. Casada e mãe de dois filhos, ela tem a sorte de poder contar com a ajuda da família para conciliar a vida doméstica com a rotina de empresária.

“Eu não tive tanta dificuldade, pois meu marido já sabia como ia funcionar. Nós tínhamos conversado antes. E o fato de o meu pai estar junto comigo e a gente conseguir dividir [as tarefas do restaurante] facilitou muito. Se não fosse isso, realmente seria um pouco mais difícil”, diz.

Áreas de atuação

Além de enfrentar mais obstáculos para manter o negócio funcionando, as mulheres que decidem empreender atuam em menos áreas que os homens. Segundo a pesquisa do Sebrae e do IBPQ, em 2016, enquanto 49% das empreendedoras iniciais concentravam-se em quatro atividades, 50% dos homens começando a empreender estavam em nove segmentos.

Elas distribuíam-se nos setores de serviços domésticos (13,5 %) , cabeleireiros ou tratamento de beleza (12,6 %) , comércio varejista de vestuário e acessórios (12,3 %) e catering e bufê (10,3%).

Por sua vez, os homens estavam em todas as áreas ocupadas pelas mulheres, com exceção do serviço doméstico, e ainda na construção (14,8 %), restaurantes (7,7 %), manutenção de veículos (7,4 %), comércio varejista de hortifrutigranjeiros (3,2 %), atividades de serviços pessoais (2,8 %) e comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (2,4 %) .

Para Marcelo Minutti, as barreiras do mundo corporativo e a própria formação cultural podem explicar a concentração das mulheres empreendedoras em áreas associadas ao universo feminino. “Ela pode se concentrar no espaço onde há mais facilidade para ela. Há uma carga cultural também, referente a como o homem é criado e a como a mulher é criada. Tem que começar um trabalho de base, desde que as meninas estão lá na escola até chegar à idade de empreender”, defende.

Fonte: R7

7 de Agosto de 2017 às 09:14

Mesmo com crise, brasileiros trocam celular de crédito por conta

Linhas pós-pagas cresceram quase 10% em um ano

O número de linhas de telefone móvel pós-pagas vem crescendo nos últimos anos, mesmo no auge da crise econômica, entre 2015 e 2016.

É o que revela um levantamento feito pelo R7 com dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) dos últimos oito anos.

Os celulares pós-pagos, aqueles em que o cliente recebe uma conta mensal, cresceram 9,7% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2016.

Nos últimos dois anos, aumentou em 10,8 milhões o número de linhas pós-pagas, de acordo com a Anatel.

De outro lado, os telefones pré-pagos, em que o usuário tem que colocar crédito para ligar, reduzem participação no total de linhas ativas (veja gráfico abaixo).

Os pré-pagos representavam 74,8% do total de linhas no País há dois anos. No entanto, atualmente esse patamar está em 66,1%.

O número de linhas pré-pagas começou a cair em meados de 2015 — após ficar praticamente estável desde 2012 — e manteve essa trajetória até hoje.

A quantidade de linhas pré hoje é praticamente a mesma que havia em outubro de 2010 (160,1 milhões). O pico foi de 213,4 milhões. O número de linhas no geral caiu. Somente no primeiro semestre, foram 1,3 milhão a menos (-0,53%). E o pré-pago puxa essa queda.

O diretor do Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal), Sérgio Kern, explica uma das razões.

"É um enxugamento da base em consequência dessa questão de você não ter o uso intensivo de vários chips. Outro ponto é que os aplicativos de mensagens ficaram tão populares e para dispor disso basta ter internet e uma operadora só. Ficou muito mais econômica a comunicação", diz.

Kern ainda ressalta que a migração ocorre principalmente pela franquia de internet. 

“A gente entende que essa questão está muito associada ao perfil de consumo dos usuários. O pré-pago se caracterizava basicamente para receber mensagens e chamadas de voz. Atualmente, está tendo uma demanda enorme por dados. Os pacotes pós-pagos são muito mais atraentes. Então tem uma migração natural para uso de dados”.

A TIM incentiva a migração por meio dos planos controle, uma espécie de mistura entre as duas modalidades e considerados pela empresa a “porta de entrada” para o pós-pago.

"Acabamos de reformular os planos neste segmento [controle], fornecendo mais internet pelo mesmo valor e, pela primeira vez, ligações ilimitadas", diz a operadora em nota, destacando o fato de possuir pacotes com 3 GB de dados por R$ 54,99 mensais.

A Oi "aposta em planos com minutos de voz ilimitados", segundo o diretor de produtos, mobilidade e conteúdo, Roberto Guenzburger. "O cliente só precisa escolher a franquia da sua internet", diz.

Regiões

O Sudeste é a região onde o percentual de linhas pré e pós mais se aproximam: 57% e 43%, respectivamente.

Esse patamar é ligeiramente mais alto em São Paulo, maior mercado de telefonia do País. Houve um salto de 15,6% do pós-pago no último ano no Estado.

A Vivo foi a primeira operadora paulista a superar o número de clientes pós-pagos em relação aos pré.

A empresa tinha em junho do ano passado praticamente o mesmo número de linhas nas duas modalidades: 10,6 milhões em cada. Neste ano, passou para 12,2 milhões no pós e 9,6 milhões no pré.

Nenhum porta-voz da Vivo estava disponível para comentar os números. No entanto, a empresa disse, por nota, que esse tipo de migração é “normal”.

“Isso deve-se a dois motivos. O primeiro é a migração de clientes pré-pagos para planos controle, que dão aos usuários o controle de gastos proporcionado pelo pré-pago, aliado à comodidade do pós-pago, que dispensa a necessidade de fazer recargas. O segundo impulsionador dessa migração é a política de desconexão de clientes pré-pagos inativos, dentro dos critérios da Anatel”, disse a nota.

A Claro caminha na mesma direção. Saltou de 6,5 milhões para 7,5 milhões de pós-pagos nos últimos 12 meses. Já os pré-pagos encolheram de 9,9 milhões para 8,6 milhões no mesmo período.

Outro Estado que se destaca é o Espírito Santo, onde os números mais se aproximam no País. São 1,86 milhão de linhas pós-pagas (48,9%) e 1,94 milhão de linhas pré-pagas (51,1%).

O contraste surge justamente nas regiões onde a renda familiar é menor: Norte e Nordeste, onde oito em cada dez linhas são pré-pagas (veja gráficos abaixo).

Imposto dificulta crescimento

Um empecilho para a expansão das linhas pós-pagas no País é o preço. Cerca de metade do valor dos planos (47%) é imposto.

O cenário ficou ainda mais difícil para o consumidor após começar a valer, neste ano, uma decisão do Supremo Tribunal Federal que obriga as operadoras a recolherem ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas contas. O aumento chegou a 20%.

"O tributo médio do nosso setor é em torno de 47% no Brasil. Você paga praticamente o dobro do custo do serviço só em tributo. A tendência neste momento é aumentar, infelizmente", diz Kern.

Além do ICMS, outros cinco tributos incidem direta ou indiretamente sobre a conta de telefone: PIS/Pasep e Cofins, Fust, Funttel e Fistel.

Fonte: R7

5 de Agosto de 2017 às 09:51

Evangelho do Dia

Herodes mandou cortar a cabeça de João. Vieram os discípulos e foram contar tudo a Jesus.

Herodes havia mandado prender e acorrentar João, e o tinha mandado meter na prisão por causa de Herodíades [...]. João lhe tinha dito: "Não te é permitido tomá-la por mulher!”. [...] Mas, na festa de aniversário de nascimento de Herodes, a filha de Herodíades dançou no meio dos convidados e agradou a Herodes. Por isso, ele prometeu com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse. [...] Ela respondeu: "Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista”. O rei entristeceu-se, mas, como havia jurado diante dos convidados, ordenou que lha dessem; e mandou decapitar João na sua prisão. A cabeça foi trazida num prato e dada à moça, que a entregou à sua mãe. [...]

Evangelho de hoje: Mt 14,1-12

5 de Agosto de 2017 às 10:36

Golpistas digitais usam processos seletivos de grandes marcas para enganar vítimas

Falsas promessas já atingiram juntas mais de 690 mil brasileiros, segundo empresa de segurança

Com o cenário de desemprego no País, a busca por oportunidades de trabalho se intensifica no Brasil. De olho neste público, hackers estão se aproveitando para divulgar falsos processos seletivos de grandes marcas e enganar usuários de smartphones.

De acordo com a PSafe, empresa de segurança, cibercriminosos estão disseminando via WhatsApp mensagens falsas com links que supostamente possibilitariam ao usuário se candidatar em falsas ofertas de emprego da Nestlé e da C&A, com salários que podem chegar a até R$ 1.922.

Até o momento, mais de 693 mil pessoas já foram afetadas pelos ataques, em especial, proprietários de smartphones dos estados de São Paulo, que somaram 112 mil tentativas de ataques, Rio de Janeiro (76 mil) e Bahia (36 mil).

A armadilha diz ao usuário que ambas as marcas estão contratando profissionais com urgência, sem necessidade de ter experiência e para início imediato. Para se candidatar, ele deve preencher seus dados pessoais (nome/telefone) e responder perguntas básicas como, se é maior de 18 anos e já trabalhou com carteira assinada, no caso da Nestlé, e qual turno e área que deseja trabalhar, no caso da C&A. Em seguida, para poder continuar com o suposto cadastro, é solicitado que a vítima compartilhe a falsa oportunidade de emprego com amigos.

Após o compartilhamento, o usuário é encaminhado para se cadastrar em serviços de SMS pago - que efetuam cobranças indevidas - ou baixar apps falsos, que podem infectar o smartphone e deixá-lo vulnerável a outros tipos de crimes ou prejuízo financeiro, explica o gerente de Segurança da PSafe, Emílio Simoni.

— Os cibercriminosos têm procurado, cada vez mais, desenvolver golpes que atendam às necessidades de uma grande parcela da população e ainda utilizam, de forma fraudulenta, o nome de marcas reconhecidas para trazer credibilidade. Neste caso, eles aproveitam a alta taxa de desemprego no país para atrair as vítimas. É importante que o usuário crie o hábito de se certificar sobre a veracidade de qualquer informação antes de compartilhá-la com seus contatos.

Para não se tornar uma vítima de hackers, o especialista da PSafe ainda reforça a importância de o usuário ter instalado em seu celular um software de segurança com a função ‘antiphishing’, pois esse sistema é capaz de analisar todas as ameaças existentes no mundo virtual.

Só no caso do golpe utilizando a marca da Nestlé, o aplicativo DFNDR, desenvolvido pela empresa, efetuou mais de 500 bloqueios por hora, protegendo o smartphone de seus usuários. Caso caia no golpe, é recomendável entrar em contato com a operadora do celular para cancelar o serviço de SMS pago.

Fonte: R7

5 de Agosto de 2017 às 09:10

Tribunal suspende 3ª liminar que vetava aumento do preço dos combustíveis

Aumento de PIS/Cofins sobre combustíveis havia sido em 20 de julho

O desembargador federal Guilherme Couto de Castro suspendeu nesta sexta-feira (4) liminar da Justiça federal em Macaé (norte fluminense) que impedia o aumento de PIS/Cofins sobre combustíveis decretado pelo governo federal em 20 de julho. Castro está atualmente exercendo a presidência do TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).

O juiz federal Ubiratan Cruz Rodrigues, da Vara Federal Única de Macaé, concedeu a liminar para a suspensão dos efeitos do decreto 9.101/2017, que aumentou as alíquotas sobre a gasolina, o diesel e o etanol.

A União recorreu ao TRF2. O desembargador entendeu que a decisão do juízo de primeiro grau "permite multiplicar, em lesão à ordem administrativa, ações populares distribuídas em outros recantos do País, já noticiadas e já suspensas por outros Tribunais Regionais, contra a regra legal pertinente".

O vice-presidente do TRF2 disse ainda que a medida da primeira instância poderia causar prejuízo à ordem pública, "tendo em vista o evidente impacto na arrecadação e no equilíbrio nas contas públicas".

A decisão da primeira instância foi tomada durante o trâmite de uma ação popular proposta na semana passada pelo advogado Décio Machado Borba Netto. Ele alega que o decreto presidencial desrespeitou diversos princípios constitucionais, como o da legalidade tributária (que proíbe o aumento de tributo sem lei que autorize isso) e da anterioridade nonagesimal (que determina que contribuições sociais como PIS e Cofins só podem ser cobradas 90 dias após a publicação da lei que as houver instituído ou modificado).

O aumento das alíquotas teve o objetivo de ampliar a arrecadação da União e amenizar o déficit fiscal, mas já foi contestado pelo menos três vezes. Em 25 de julho, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, suspendeu o decreto contestando a validade das razões para aumentar o imposto. No dia seguinte, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargador Hilton Queiroz, suspendeu a decisão.

Na terça-feira (1), a Justiça Federal na Paraíba suspendeu o aumento das alíquotas de PIS/Cofins que incidem sobre a gasolina o gás e o diesel, mas essa decisão só valia para o Estado da Paraíba e acabou derrubada no dia seguinte.
 

Fonte: Estadão Conteúdo

4 de Agosto de 2017 às 16:12

Evangelho do Dia

Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso?

Jesus percorria todas as cidades e aldeias. Ensinava nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo mal e toda enfermidade. Vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: "A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe”. Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade.

Evangelho de hoje: Mt 9,35–10,1

4 de Agosto de 2017 às 09:14

Justiça do Rio suspende aumento de imposto sobre combustíveis em todo Brasil

Advocacia-Geral da União afirmou que vai recorrer da decisão

A Justiça Federal em Macaé, interior do Rio de Janeiro, concedeu liminar nesta quinta-feira (3) suspendendo o decreto que elevou a alíquota de PIS/Cofins sobre os combustíveis, argumentando que a elevação do imposto anunciada pelo governo do presidente Michel Temer é inconstitucional.

A decisão vale para todo o País e tem efeito imediato, mas é liminar (provisória) e contra ela cabem recursos, que podem ser impetrados pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao decidir em ação popular movida por Decio Machado Borba Netto, um cidadão comum, o juiz substituto Ubiratan Cruz Rodrigues concordou também com o argumento de que a mudança tributária, implementada com efeito imediato pelo governo, teria de ter respeitado uma noventena.

"É forçoso reconhecer que o decreto impugnado é inconstitucional e merece ser suspenso em liminar", disse o magistrado em sua decisão.

Procurada, a AGU (Advocacia-Geral da União) informou que irá recorrer da decisão.

Nesta terça-feira (1º), a Justiça Federal na Paraíba suspendeu o aumento das alíquotas de PIS/Cofins que incidem sobre a gasolina o gás e o diesel, mas essa decisão só valia para o Estado da Paraíba e acabou derrubada no dia seguinte.

O PT também contestou o aumento, ingressando com ação perante o Supremo Tribunal Federal (STF) em que também alega que o reajuste deveria ser feito por lei e só pode vigorar 90 dias após a publicação da medida. Relatora da ação, a ministra Rosa Weber deu prazo de cinco dias para o presidente Michel Temer (PMDB) prestar esclarecimentos sobre o decreto que estipulou o aumento dos combustíveis.

Em 20 de julho, o governo federal anunciou alta da alíquota do PIS/Cofins sobre os combustíveis com o objetivo de gerar uma receita adicional de R$ 10,4 bilhões no restante de 2017 no momento em que se esforça para cumprir a meta fiscal deste ano, fixada em um déficit de R$ 139 bilhões.

Fonte: R7

5 de Agosto de 2017 às 11:01

Base cobra reforma política antes de votar a Previdência

Proposta tem 60 dias para passar pela Câmara e pelo Senado

Após a Câmara rejeitar a denúncia contra o presidente Michel Temer, parlamentares da base aliada querem agora concentrar esforços nas próximas semanas na aprovação da reforma política, que prevê mudanças no sistema político-eleitoral e estabelece um fundo com recursos públicos para financiar as eleições. Essas medidas precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado em 60 dias para que tenham validade já nas eleições de 2018.

Neste período, porém, o governo estabeleceu como prioridade no Congresso o avanço da reforma previdenciária. Por ser uma proposta de emenda à Constituição, a alteração na Previdência precisa passar por dois turnos de votação em cada uma das Casas e ter, no mínimo, 308 votos a favor na Câmara. Na votação da denúncia, o presidente obteve 263 votos a favor e 227 contra.

Nesta quinta-feira (3), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que espera que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara e no Senado até o fim de outubro.

A avaliação de parlamentares da base é de que não há tempo a perder na reforma política por causa do prazo determinado na Constituição, que prevê que só valem medidas aprovadas até um ano antes do pleito. Esse argumento é especialmente majoritário no Centrão, grupo do qual fazem parte PP, PSD, PR e PTB, e foi decisivo na votação que barrou a acusação formal por corrupção passiva contra Temer. Até deputados da oposição defendem dar prioridade agora à reforma política.

A aprovação de novas regras eleitorais é vista pelos parlamentares como essencial para garantir a reeleição e, por isso, tida como prioritária pela classe política. O foco será a criação de um fundo público de financiamento para as campanhas, na ordem de R$ 3,5 bilhões, para contornar as dificuldades de arrecadação criadas com a proibição das doações empresariais e as investigações da Lava Jato.

Outros três pontos também já encontram consenso entre os parlamentares: o fim das coligações, a aprovação de uma cláusula de barreira — ou desempenho — para dificultar a criação de novos partidos, e a antecipação da chamada janela partidária, que permite que um parlamentar migre de uma sigla para a outra sem perder o mandato.

Mais polêmico, o Congresso também deverá discutir alterações no modelo das eleições para deputados e aprovar o "distritão" — pelo qual são eleitos os candidatos mais votados. Pelo sistema atual, chamado proporcional, o nome mais votado não garante necessariamente uma cadeira na Câmara. Ele soma o número de votos de todos os candidatos da legenda e, a partir daí, se definem quantos assentos o partido terá direito.

Comissões

Atualmente, há duas comissões na Câmara debatendo esses assuntos. Relator de uma delas, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) deve apresentar uma nova versão do seu parecer na próxima terça-feira. Esse é o texto que discute temas como financiamento de governo e sistema eleitoral.

Já o projeto relatado pela deputada Shéridan (PSDB-RR) trata de uma proposta de emenda à Constituição e tem como foco o fim das coligações partidárias e a cláusula de barreira.

Os dois textos precisam ser primeiro aprovados pelas respectivas comissões para depois seguir para o plenário. Após passarem pela Câmara, os projetos ainda têm de ser analisados pelo Senado.

'Infiéis'

Em outra reivindicação, parlamentares do Centrão ameaçam votar contra a reforma da Previdência caso o governo não puna deputados que apoiaram o prosseguimento da denúncia contra Temer. O argumento é de que, se o Planalto não retaliar os infiéis com a perda de cargos, parlamentares que foram leais se sentirão desobrigados a votar a favor da mudança previdenciária.

Para líderes do Centrão, se não houver punição, deputados da base vão achar que também estão no direito de desobedecer à liderança do partido nas próximas votações. Temer já pediu um levantamento dos infiéis.
 

Fonte: Estadão

4 de Agosto de 2017 às 10:55

Neymar é apresentado ao PSG e afirma que dinheiro não motivou decisão: "Felicidade em primeiro lugar"

Brasileiro foi transferido do Barcelona por 222 milhões de euros

Neymar foi apresentado ao Paris Saint-Germain na manhã desta sexta-feira (4), na capital francesa. Em entrevista coletiva, o brasileiro enalteceu por diversas vezes a alegria de jogar no clube e, ainda, negou que o motivo da saída do Barcelona tenha sido dinheiro.

Segundo o jogador, a escolha se deu pela ambição de um novo desafio: “O que me motivou a vir ao Paris foi o novo desafio. O Paris é um grande clube, a cidade é maravilhosa. Quem diz que eu decidi meu destino por causa do dinheiro não sabe nada da minha vida. Eu nunca fui movido por dinheiro, pelo contrário, sempre penso na minha felicidade em primeiro. Estou muito feliz, sempre segui meu coração independente do dinheiro”.

Protagonismo no PSG

O jogador ressaltou que ser protagonista no clube francês também não foi um fator que pesou na hora de decidir seu futuro. Ele afirmou, ainda, que não se sentia à sombra de Messi no Barcelona. 

"Essa ideia de protagonismo não influenciou em absolutamente nada. Vim porque queria enfrentar um desafio novo, mas não porque estava me sentindo incomodado, isso é totalmente relativo, não é o que vim buscar. Vim buscar títulos, que é o que a torcida merece", explicou.

Despedida do Barcelona

"Foi uma das decisões mais difíceis na minha vida. Estava bem adaptado em uma cidade, o Barcelona é um clube grande. Tenho amigos no clube, jogadores fantásticos. Foi momento de tensão, deixei amigos ali, mas fiquei feliz com isso. Futebol passa rápido, nossa vida passa rápido. Agradeço o carinho dos jogadores do Barcelona, me acolheram quando vim do Brasil. Senti que era o momento de partir, de novos desafios. Falei com os brasileiros daqui, estão empolgados e felizes", explicou o jogador. 

Relação com Piqué

A foto de Piqué com Neymar que dizia "Fica" viralizou e fez com que os internautas criassem especulações sobre o futuro do jogador. "Foi um momento de descontração nosso, fomos almoçar e ele colocou a foto enquanto estávamos brincando. Pedi que não colocasse, porque ainda não sabia o que ia acontecer futuramente, mas tudo bem. Foi a forma que ele encontrou para expressar o sentimento dele. É um grande amigo que tenho no futebol, espero que ele seja muito feliz", afirmou.

Do Brasil para o mundo

Humilde, o jogador afirmou que é um brasileiro como qualquer outro, e que se sente um cidadão comum. "Me sinto um cidadão normal como qualquer brasileiro. Estou feliz com o que acontece na minha vida. Estou muito feliz de honrar a camisa do PSG e levar o nome do meu país para o mundo inteiro".

Questionado se já participaria da partida entre o PSG e o Amiens, que vai acontecer no sábado (5), Neymar riu: "Jogar futebol é a coisa que eu mais amo. Se me escalarem, por que não? Estou à disposição do clube".

Repercussão ruim com torcedores do Barça

Neymar afirmou que entende a chateação dos torcedores do Barcelona, uma vez que futebol é paixão: "Não fiz nada de errado. Fico triste se alguém está pensando que eu faltei com respeito ao clube. Não o fiz, não somos robôs para ficarmos obrigados. Estava no meu direito, sou muito agradecido por todos os torcedores". "Entendo que todos ajam de forma apaixonada, por isso respeito a chateação".

O jogador contou, ainda, que foi Ernesto Valderde o primeiro a saber da decisão do craque: "Foi um momento de muita pressão, umas das decisões mais difíceis. Tomei essa decisão há dois dias, a partir do momento que comuniquei ao Valverde. Tivemos pouco tempos juntos, mas respeito muito. Logo comuniquei para toda equipe. Sei que nada é fácil, mas Deus tem preparado algo muito bom para mim".

Dono do PSG se pronunciou

O dono do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaïfi, agredeceu ao brasileiro pela decisão tomada. Afirmou, ainda, que Neymar é um ídolo mundial para todos que amam o futebol e o esporte. 

"Para mim, Neymar é o melhor jogador do mundo. Ele vai trazer muita energia para a equipe, nossos torcedores sempre sonharam com Neymar e ele está com a gente hoje. Com ele, nosso projeto fica ainda mais forte, assim como o campeonato francês fica bem mais interessante para o mundo inteiro. Neyamar assinou com a gente para ganhar todos os troféus possíveis. Juntos vamos construir a grande historia do PSG, da cidade mais linda do mundo, Paris. Obrigada, Neymar, por vir ao PSG", afirmou.

Al-Khelaïfi também negou qualquer problema financeiro na transferência: "Estamos dentro da regulmentacao do fair play financeiro. Temos uma equipe dia e noite trabalhando nisso. Se vocês estão preocupados, vão tomar um café, relaxem que estamos bem mãos", completou.


Reveja abaixo a trasmissão e tradução feita pela FOX Sport

Fonte: R7 Foto: Christian Hartmann/Reuters