Devido à gravidade do acidente, várias equipes do Samu e bombeiros militares se deslocaram para o local
Entre as vítimas fatais, estava uma criança com menos de um ano de vida que ficou presa entre as ferragens - Foto/ Jairo Chagas/ Fonte: JM Online
Quatro pessoas morreram, entre elas um bebê com menos de um ano de vida, em acidente ocorrido na noite de sábado na AMG 2595 (antiga avenida Filomena Cartafina) em Uberaba (MG). Devido à gravidade do acidente, várias equipes do Samu e bombeiros militares se deslocaram para o local. Uma das vítimas não foi identificada.
Conforme o registro feito pela Polícia Militar Rodoviária, o acidente aconteceu no quilômetro 5, próximo a Estância Tamareiras, e envolveu o veículo Citroën Xsara, placas HAD-4626, de Uberaba, que seguia sentido DI-3/Uberaba.
Algumas das vítimas tiveram que ser retiradas do interior do veículo com a ajuda de aparelho desencarcerador, pois estavam presas às ferragens. Um bebê, Gabriel Henrique Alves de Souza, com menos de um ano de vida chegou a ser retirado das ferragens, mas já estava morto. O médico do Samu constatou os óbitos, ainda no local, de Pedro Henrique de Souza, 28 anos; Lilian Aparecida Alves, 30; e de uma quarta vítima, não identificada. Perícia técnica e rabecão do IML da Polícia Civil também atenderam a ocorrência fazendo os trabalhos de praxe.
Durante a identificação das vítimas, foram localizados uma carteira contendo documentos pessoais, R$ 625,00 e outros objetos que foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil. Os quatro corpos foram transladados para o IML para exames de necropsia e identificação por parte dos parentes. Uma mulher ainda não havia sido identificada e também não se sabe quem dirigia o carro.
Foi sepultado no início da manhã desta segunda-feira (09)
O jovem Danilo Menezes da Silva Vicêncio, 27 anos, foi sepultado no início da manhã desta segunda-feira (09) após sofrer um grave acidente no Distrito de Areado. Ele seguia em uma Honda/CB1000R pela LMG743 quando no KM20 perdeu o controle da moto e acabou batendo em um cercamento. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu no Regional.
O acidente aconteceu por volta das 10h00m desse domingo (08). De acordo com informações da Polícia Militar, Danilo seguia na moto acompanhado de amigos quando acabou perdendo o controle da moto, saído da pista e batido violentamente contra uma cerca. Uma unidade do SAMU foi acionada e conduziu a vítima para o Regional.
Ele apresentava ferimentos no tórax e cabeça e estava inconsciente. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e por volta das 16h00m, Danilo acabou falecendo. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal e depois liberado para os familiares. Ele foi velado na Funerária Bom Pastor e depois liberado para o sepultamento no Cemitério de Santa Cruz.
A Polícia Militar verificou que toda a documentação estava regular e ele era devidamente habilitado. Parentes e amigos lamentaram a morte trágica do jovem. Nas redes sociais, várias mensagens foram postadas em apoio à família.
Autor: Farley Rocha/Patos Hoje
Era um elogio para Maiara e Maraisa, mas seguidores entenderam como crítica ao trio de 'Loka'

Marília Mendonça editou um post que publicou em seu Instagram depois de a primeira versão ter causado um rebuliço entre os fãs da cantora com os da funkeira Anitta e da dupla Simone e Silmara. Marília postou o que era para ser um elogio às amigas da dupla Maiara e Maraisa pelo projeto "A festa das patroas" que elas fizeram juntas, mas usou expressões como "pura amizade", "sem copiar", "sem fazer mídia", "sem fazer por dinheiro" e "verdadeiras patroas".
Foi o que bastou para que os internautas vissem na mensagem uma crítica para a dupla Simone e Silmara, que acaba de lançar o clipe da música "Loka" com Anitta. Marília começou a ser atacada nas redes sociais e acabou editando trechos do post original, além de compartilhar outro, com explicações.
— É sério isso (risos)? Meu Deus, em que mundo nós vivemos? Eu não posso parabenizar minhas amigas sem ter que vir e dar satisfação. Chega a ser engraçado o tempo que vocês têm para insultar as pessoas, enquanto Anitta é superminha amiga mana, e as meninas Simone e Simaria ainda não conheci, mas estou cheia de músicas delas na playlist!... É como a menina do fã-clube disse: vocês estão passando vergonha... Não existe ódio, pelo contrário, estou compartilhando o amor com minhas irmãs, Maiara e Maraisa, que lutaram tanto, ou quer dizer, muito mais para chegarem até aqui. Brigas não vão trazer nem a minha admiração nem a das artistas em que são fãs. Ser fã passa longe disso. Beijo e relaxem um pouco!
Na mensagem original, que causou a confusão, Marília dizia: "Um brinde às tantas premiações que a vida nos dá assim, juntas, meninas! Um brinde a tudo que nasceu da mais pura amizade, sem copiar, sem fazer mídia, sem fazer por dinheiro... Desde o começo, sempre foi por amor! Um brinde às verdadeiras patroas desde quando tudo ainda era nada, Maiara e Maraisa".
Em seguida, ele trocou alguns trechos, para tentar colocar panos quentes, mas o mal entendido já tinha repercutido nas redes sociais. Depois de editado, o post ficou assim: "Um brinde às tantas premiações que a vida nos dá assim, juntas meninas! Um brinde à tudo que nasceu da mais pura amizade, sem copiar, sem fazer por mídia, sem fazer por dinheiro... desde o começo sempre foi por amor!!!! Um brinde às minhas patroas desde quando tudo ainda era nada, Maiara e Maraisa".
Fonte:R7

O acordo deste domingo foi informal, e deverá ser oficializado na próxima terça-feira (10).
Em reunião prévia com dirigentes de todos os continentes neste domingo (8), em Zurique (Suíça), a Fifa decidiu que a Copa do Mundo terá 48 seleções, e não mais 32, a partir da edição de 2026. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo UOL Esporte.
O acordo deste domingo foi informal, e deverá ser oficializado na próxima terça-feira (10), também em Zurique. Ainda não foi definido como será feita a divisão das 16 novas vagas entre as federações continentais. Uma possibilidade é que a América do Sul, que tem apenas dez seleções, fique com seis vagas na Copa e com chance de conquistar mais uma na repescagem.
Outra decisão que deverá ser tomada até terça-feira diz respeito ao novo formato de disputa. O presidente da Fifa, Gianni Infantino prefere um formato que tem 16 equipes já pré-classificadas para o grupo de 32 equipes. Outros 32 países disputariam mais 16 vagas em uma espécie de torneio eliminatório. A partir daí, se manteria a fórmula da Copa do mundo atual. Outra possibilidade são 16 grupos de três times, com dois primeiros classificados por chave para o mata-mata, que ganharia mais uma fase.
Apesar do inchaço do torneio, que passará a ter 80 jogos em vez dos atuais 64, a ideia da Fifa é realizar a Copa com a mesma duração atual (32 dias). Se aprovado o formato de 16 grupos, uma seleção que chegar à final disputaria sete jogos, assim como no modelo de 32 times.
A expansão da Copa para 48 seleções já foi criticada por personalidades do futebol como Pep Guardiola, técnico do Manchester City, e Joachim Löw, treinador da Alemanha. Uma das preocupações é que o torneio tenha uma queda de nível técnico com a entrada de mais equipes.
O principal defensor do aumento de vagas foi o presidente Gianni Infantino. Há duas explicações para isso: 1) a estimativa da Fifa é de que o crescimento da Copa proporcionará um aumento entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão nos contratos de televisão do Mundial. 2) Incrementar o número de vagas por continente agrada mais países e portanto membros do Congresso da Fifa, que elegeu Infantino ao cargo e que decidirá se ele continua.
No caso do aumento de renda de televisão, isso significaria que a Fifa subiria em 20% as suas receitas por ciclo de Mundial, que atualmente giram em torno de US$ 5 bilhões. Em relação a agrados políticos, a Conmebol, por exemplo, deve passar a ter 6,5 vagas, isto é, classificaria quase o continente inteiro já que são dez países na região.
Fonte: UOL Esportes
Jesus recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu.
Este foi o testemunho de João [...]: "Eu não sou o Cristo”. – "Pois, então, quem és?” – perguntaram-lhe eles. "És tu Elias?”. Disse ele: "Não o sou”. "És tu o profeta?”. Ele respondeu: "Não”. [...] Ele respondeu: "Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías” (40,3). Alguns dos emissários eram fariseus. Continuaram a perguntar-lhe: "Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?” João respondeu: "Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado”. [...]
Evangelho de hoje: Jo 1,19-28
Segundo a polícia, o homem não é um fiel. Ele vai responder por tentativa de homicídio.
O Pastor Valdemiro Santiago foi atacado num culto neste domingo, 8 de janeiro, por homem que lhe desferiu um golpe de facão no pescoço, provocando um corte profundo.
O ataque ocorreu por volta das 8h, horário em que sua pregação estava sendo transmitida ao vivo para todo o país.
O pastor foi hospitalizado e passou por cirurgia e levou cerca de 20 pontos, não correndo risco de morte. O pastor que não corre risco de morte e segue internado, ao lado da mulher, a bispa Franciléia, publicou um vídeo (veja abaixo) em que considera um “livramento” ele ter sobrevivido ao ataque. A vítima tranquilizou os fiéis dizendo que perdoa o criminoso. "Estava limpando as mãos, acabando de ouvir um milagre de um testemunho. Entrou alguém que eu não sei, por trás, e me deu uma facada no pescoço”.
O ataque aconteceu na Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, na Zona Sul de São Paulo. Ele realizava o culto quando um rapaz, o esfaqueou duas vezes no pescoço. O ataque ocorreu por volta das 8h, horário em que sua pregação estava sendo transmitida ao vivo para todo o país.
Nas imagens publicadas na Fan Page Oficial do pastor Valdemiro Santiago aparece um homem jovem já imobilizado pelos seguranças da Igreja e um facão. A Polícia Civil de São Paulo prendeu o suspeito em flagrante que foi levado para a 8ª DP (Bras). Segundo a polícia, o homem não é um fiel. Ele vai responder por tentativa de homicídio. Sua identidade ainda não foi revelada.
Além de proteger contra doenças como câncer de pênis, vacina diminui população infectada
A ampliação da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) para os meninos pelo Ministério da Saúde iniciada essa semana no Brasil é uma nova etapa na estratégia de diminuir as doenças sexualmente transmissíveis pelo vírus. A partir de 2017, seis milhões de doses estarão disponíveis, nas unidades da rede pública brasileira, para meninos de 12 e 13 anos. Segundo a pediatra Flávia Bravo, presidente regional da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), no Rio de Janeiro, a imunização é uma maneira de os pais encararem a sexualidade de seus filhos, para que os jovens iniciem mais preparados a vida sexual. A situação também vale para as meninas, que desde 2014 vêm recebendo a vacina.
— Estudos mostram que não há relação entre a vacinação e o início da vida sexual. Temos de abrir o olho e saber que nossos filhos vão iniciar a vida sexual na adolescência, não adianta negar, independentemente de estar vacinado ou não. Se eu quero proteger meu filho, é melhor ele se vacinar antes que entre em contato com o vírus e, quanto mais novo ele for, melhor será a resposta à vacina. A idade estipulada tem a ver com isso.
Para o infecto pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm, após o Ministério da Saúde ter priorizado as meninas — em função da alta incidência de HPV nos casos de câncer de colo de útero (são 16 mil novos no Brasil, com algo em torno de 5.000 mortes) — uma nova etapa se inicia com a inclusão dos meninos para receberem as doses disponíveis em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).
— O que se tem demonstrado nos outros países, e o Brasil é o sétimo país do mundo que introduz a vacina no sexo masculino, é que, quando se associa um vírus de transmissão sexual a ambos os sexos, e os meninos são imunizados também, cresce muito a proteção das meninas. Além disso elas também são estimuladas a irem se vacinar.
Kfouri ressalta que a vacinação irá prevenir doenças também causadas pelo HPV no sexo masculino, como câncer de pênis, de ânus, de boca e de faringe. Dados da SBIm mostram que 90% dos casos de câncer de ânus são causados pelo HPV. Nos casos de câncer de boca, 75% são consequência do HPV, sendo que, no Brasil, surgem 20 mil casos de câncer de boca por ano. Nos casos de câncer de pênis, o índice por HPV chega a 65%. Além de trabalhar pela prevenção destas doenças, a vacinação em meninos, segundo o médico, irá reduzir significativamente a incidência do vírus de uma maneira geral, já que a população imunizada estará cada vez maior.
— Existe o ganho adicional para a prevenção das meninas, além da prevenção das doenças no sexo masculino. É uma estratégia que está se mostrando mais eficaz quando se associa ambos os sexos em um programa de vacinação.
A imunização pode ocorrer, em clínicas particulares, também para pessoas fora da faixa etária determinada pelo SUS e que já iniciaram a vida sexual. O custo de cada dose é de cerca de R$ 350,00. Para quem já iniciou a vida sexual e teve contato com o vírus, a vacina terá a mesma eficácia se a pessoa receber uma terceira dose, meses depois, já que as duas apenas podem não ser suficientes. Isto porque a vacina na rede pública é direcionada a idades em que, segundo estudos, os pré-adolescentes ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, ainda não foram expostos ao HPV, o que potencializa o poder de imunização.
O Brasil é a primeira nação da América do Sul a incluir a vacina para meninos dentro do calendário da rede pública. A iniciativa também foi implantada nos Estados Unidos, Israel, Áustria, Austrália, Porto Rico e Panamá. Na Austrália, casos de verruga genitais foram praticamente zerados em função da vacina.
Vacina protege contra lesões
Dados publicados nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá apontam redução das lesões "chamadas pré-cancerosas, tratadas antes de virar câncer, precursoras do câncer", explicou Kfouri. Porém, segundo o médico, devido à lenta evolução do câncer de colo de útero e de outros tumores relativos ao vírus, ainda não há estatísticas que apontem uma diminuição da incidência dessas doenças por causa da vacina, descoberta apenas há cerca de 10 anos.
— Certamente daqui a algumas décadas vamos observar uma grande redução dos casos de câncer de colo de útero [por causa do imunizante].
HPV é vírus muito comum
Bastante frequente e presente em cerca de 80% dos indivíduos com vida sexual, o HPV é um vírus que tem potencial para causar doenças em ambos os sexos. A vacina distribuída no SUS é quadrivalente, protegendo contra quatro tipos de HPV: o 6, o 11, o 16 e o 18. O vírus tem mais de 100 variações. A grande maioria não traz prejuízos à saúde.
No caso da vacina, os tipos 6 e 11 estão ligados ao surgimento de verrugas genitais em 90% dos casos. Já os 16 e 18 se relacionam a 70% dos casos de câncer de órgãos genitais como colo de útero, vulva, vagina e pênis. Kfouri conta que o HPV é um vírus independente, assim como outros, como o da gripe, da hepatite e Aids. A contaminação pode até ser feita pelo contato de pele, mas a grande maioria dos casos é decorrente de relações sexuais.
— A transmissão se dá de pessoa para pessoa, quase exclusivamente por contato sexual. O HPV é um vírus que predominantemente ataca mucosas, por isso causa câncer na boca, faringe, vagina, ânus e outros órgãos genitais.
Por uma decisão estratégica, vinculada aos custos e às doses disponíveis, tendo também como referências a Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria, o Ministério da Saúde estipulou as idades a serem incluídas na vacinação. As doses foram adquiridas por R$ 288,4 milhões e durante 2017 deverão imunizar pelo menos 3,6 milhões de meninos.
Assim como em relação às meninas, a faixa etária será ampliada gradativamente até 2018 para alcançar um universo maior de crianças próximas de iniciar a vida sexual. Em 2018, os meninos vacinados deverão ter entre 11 e 12 e, em 2019, entre 9 a 11 para que, até 2020, praticamente todo o universo masculino de adolescentes esteja imunizado. Para a imunização, são necessárias duas doses, em um prazo de seis meses entre uma e outra.
Fonte:R7

Em menos de uma semana, mais de 90 presos morreram em penitenciárias do Norte do País
As mais de 90 mortes que aconteceram em Manaus, no último domingo (1), e em Roraima, nesta sexta-feira (6), podem indicar um movimento de motins em presídios do Brasil. A análise foi feita por especialistas ouvidos pelo R7 que alertam também para a possibilidade de a briga entre facções chegar às ruas.
O pesquisador do grupo de estudos sobre violência e administração de conflitos da Universidade Federal de São Calos, Felipe Athayde Lins de Melo, diz que está evidenciado uma disputa de mercado na região Norte e Nordeste do Brasil pelas facções e que um acordo foi rompido.
— A tendência é que isso se espalhe para a região Norte e Nordeste. O Estado não tem condições de controlar isso. Anunciar cinco novos presídios é uma resposta para chamar a atenção porque não vai resolver nada.
Para Guaracy Mingardi, analista criminal e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a guerra nesses presídios ocorre por resistência encontrada pelo PCC para se expandir em algumas regiões do País.
— Você tem já há alguns meses uma rixa que se acirrou e virou uma guerra declarada entre o PCC e o CV [Comando Vermelho]. O PCC se expandiu bastante e encontrou resistência em alguns lugares de organizações locais e esses grupos tem tentado ou conseguido se aliar ao CV.
Segundo o analista, esse atrito iniciou a guerra entre as organizações.
— Há algum tempo estavam tentando manter a paz. Mas a guerra foi acontecendo. E o primeiro passo foi a morte dos 18 em Roraima, em outubro. Mas isso vai continuar. Vai se espalhar.
De acordo com o advogado criminal e vice-presidente do ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania), Guilherme Madi Rezende, o acontecido nos dois presídios é fruto do descaso com o sistema carcerário do Brasil.
— Tenho medo que isso seja o início de um movimento, espero que não seja. Mas a forma com que isso está sendo tratado aumenta essa possibilidade.
O deputado Alberto Fraga (DEM), presidente da CPI do sistema carcerário brasileiro, também faz uma previsão pessimista sobre o quadro.
— A única linguagem que eles [facções] entendem é a da violência. Se a gente não iniciar uma punição severa para esses grupos, nós teremos mortes e mais mortes todas as semanas.
Expansão e reflexo
Para os especialistas, a briga nas penitenciárias não deve chegar nos estados do Sul e Sudeste. Para Melo, as condições dos presídios no Norte e Nordeste “são tão ruins como a de São Paulo”, mas a capital paulista e o Rio de Janeiro já têm suas facções bem consolidadas e que essa disputa por mercado dentro dos presídios não deve acontecer.
Rezende diz que esse estopim é fruto da política de encarceramento e da guerra às drogas que vem sendo reafirmada pelo governo.
— A tendência é que a gente tenha cada vez mais outros focos [de rebelião]. Esse tipo de rebelião não é casual.
Mingardi alerta para o reflexo que essa guerra nas cadeias pode ter nas ruas.
— O grande problema desse caso é que as pessoas falam que são vagabundos e que podem se matar. Isso é uma bobagem e o mais importante é que quando as organizações brigam, essa briga chega nas ruas e nas ruas estamos nós. É a população, nós que estaremos no fogo cruzado.
O analista também acredita que esse tipo e motim ocorrido no Norte não deve chegar a outras regiões do País.
— Sul e Sudeste vai ser mais a briga pelos pontos de droga, briga nas ruas. Porque no fundo é por causa de ponto de drogas e rota de tráfico. A parte do poder está sendo disputada na cadeia e fora da cadeia estão disputando os pontos de drogas.
Medidas
Segundo Melo, para lidar com motins como esses, é importante destacar a necessidade de um movimento coordenado entre governo federal e os Estados para criar uma resposta articulada para o problema que “não pode ser de uma forma violenta”.
— Tem que diminuir nossos índices de encarceramento, fazer com que a legislação seja cumprida e melhorar a assistência jurídica às pessoas que estão presas. O anúncio da construção de novos presídios é uma grande falácia.
Para Mingardi, o sistema penitenciário brasileiro é “bagunçado” e para reverter esse cenário é necessário tempo e investimento.
— No curto prazo tem que separar as organizações para controlar e evitar mortandade.
Além disso, o vice-presidente do ITTC diz que o fato de o presidente Michel Temer ter dito que a rebelião em Manaus foi “um acidente” é “sintomático”.
— Ele chama de acidente porque é a forma como ele enxerga essa questão. Ele não vê como uma relação causal com a qual ele contribuiu, analisa como um acidente.
*Colaborou: Peu Araújo, do R7
Jesus realizou este início dos sinais em Caná da Galiléia.
Celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. [...] Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: "Eles já não têm vinho”. Respondeu-lhe Jesus: "Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou”. Disse, então, sua mãe aos serventes: "Fazei o que ele vos disser”. [...] Jesus ordena-lhes: "Enchei as talhas de água”. Eles encheram-nas até em cima. "Tirai agora” – disse-lhes Jesus – "e levai ao chefe dos serventes”. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou [...], não sabendo de onde era [...] chamou o noivo e disse-lhe: "[...] tu guardaste o vinho melhor até agora”.
Evangelho de hoje: Jo 2,1-11