# Notícias Gerais

17 de Outubro de 2026 às 11:52

Prefeitura de Araxá abre processo seletivo para professores e supervisores pedagógicos

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site do processo seletivo, das 9h de 3 de novembro às 17h de 13 de novembro.

Fonte: Prefeitura de Araxá

A Secretaria Municipal de Educação publicou o edital do processo seletivo simplificado para formação de cadastro reserva de professores de Educação Básica e especialistas em Educação Básica na função de supervisor pedagógico. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site do processo seletivo, das 9h de 3 de novembro às 17h de 13 de novembro.

O edital prevê cadastro para professores de Educação Básica nas áreas de Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, Arte, Biologia, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Ensino Religioso. Também há cadastro para especialista em Educação Básica, na função de supervisor pedagógico.

A jornada prevista é de 27 horas semanais. A remuneração mensal é de R$ 3.831,17 para os cargos de professor e R$ 4.118,50 para supervisor pedagógico. Cada candidato poderá se inscrever para apenas um cargo. Entre os requisitos está ter participado da Prova Nacional Docente (PND) de 2026 e comprovar a escolaridade exigida para a função.

A classificação será feita com base na análise de títulos, no tempo de serviço prestado na Rede Municipal de Ensino de Araxá na função pretendida e no resultado da PND. O resultado preliminar está previsto para 15 de janeiro de 2027, e a classificação final, para 22 de janeiro.

O processo seletivo terá validade de um ano a partir da homologação do resultado final, com possibilidade de prorrogação por igual período. A aprovação não garante contratação, que dependerá da necessidade da Secretaria Municipal de Educação.

O edital completo pode ser consultado no link: tinyurl.com/364nt24f.

“Para os cargos com concurso vigente, a prioridade de convocação será dos candidatos aprovados. As vagas deste processo seletivo são para Professor de Educação Básica (PEB). Já os candidatos ao cargo de PAEI (Professor da Educação Infantil) com formação em magistério devem aguardar a regulamentação

17 de Outubro de 2026 às 11:47

Prefeitura de Uberlândia abre processo seletivo para diversas funções com salários de até R$ 4,4 mil

Oportunidades incluem cargos administrativos e da área da educação, com jornadas de 20 a 30 horas semanais; inscrições começam na segunda-feira.

Fonte e foto: Prefeitura de Uberlândia

A Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Administração, realizará Processo Seletivo Simplificado Público para funções diversas, como oficial administrativo, profissional de apoio escolar, analista pedagógico, professor de arte, professor de educação Infantil do 1º ao 5º ano e professor de matemática, com carga horária de 20, 25 e 30 horas semanais. Os salários variam entre R$ 2.423,53 e R$ 4.499,97.

As inscrições poderão ser feitas a partir da próxima segunda-feira (19) até 6 de novembro (Clique Aqui). A impressão da guia de arrecadação pode ser feita até o dia 9 de novembro. O pagamento deve ser executado de forma exclusiva nas agências bancárias ou pelo site/aplicativo da Caixa Econômica Federal, Casas Lotéricas ou em postos de autoatendimento da Caixa, com vencimento para o dia 9 de novembro de 2026, primeiro dia útil subsequente após a data de encerramento do período de inscrição.

Vale ressaltar que o Processo Seletivo Simplificado Público Edital 02/2026 tem vigência de um ano, podendo ser prorrogado por igual período, a contar da data da homologação do certame, a critério do Município, e destina-se à contratação por tempo determinado para os cargos indicados no presente edital, bem como formação de cadastro reserva.

As provas objetivas serão realizadas na data prevista de 6 de dezembro de 2026, em locais e horários a serem comunicados oportunamente por meio do Edital de Convocação para as Provas Objetivas a ser publicado no Diário Oficial do Município (DOM), observado o horário oficial de Brasília (DF).

17 de Outubro de 2026 às 10:59

Após apreensão de 700 quilos de maconha em rodovia, mulher é presa em Uberlândia com mais drogas

Denúncia feita por um dos suspeitos presos levou os militares a um imóvel no bairro Alto Umuarama,

Com informações e foto da Polícia Militar

A Polícia Militar apreendeu 12 unidades de maconha, 15 barras de pasta-base de cocaína, uma barra de crack e uma balança de precisão em residência no bairro Alto Umuarama.

Uma mulher de 50 anos foi presa em flagrante por tráfico ilícito de drogas na tarde de sexta-feira (16), em uma residência na Rua João Hortêncio, no bairro Alto Umuarama, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Segundo a Polícia Militar, a ocorrência teve início após uma operação policial realizada na região de Patos de Minas, onde os militares interceptaram uma carga de aproximadamente 700 quilos de maconha, transportada de Uberlândia com destino a Belo Horizonte.

Durante a continuidade das diligências, um dos suspeitos presos informou aos policiais sobre a existência de outra quantidade de entorpecentes armazenada em uma residência no bairro Alto Umuarama, em Uberlândia.

De posse das informações, as equipes da Polícia Militar foram até o endereço e fizeram contato com a moradora, de 50 anos. Ela confirmou a existência das drogas e autorizou formalmente a entrada dos militares no imóvel.

Durante as buscas, os policiais apreenderam 10 barras e dois tabletes de substância semelhante à maconha, totalizando 12 unidades, além de 15 barras de substância semelhante à pasta-base de cocaína, uma barra de substância semelhante ao crack e uma balança de precisão.

Diante dos fatos, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico ilícito de drogas e foi conduzida à Delegacia de Plantão, juntamente com os materiais apreendidos.

A ocorrência foi registrada na sexta-feira (16), por volta das 13h30.

18 de Outubro de 2026 às 03:57

Jovem morre após colisão entre duas motocicletas na BR-460

Ágatha Furtado trabalhava na APAE

Com informações do Corpo de Bombeiros

SÃO LOURENÇO (MG) – Os militares do Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados na noite de quinta-feira, 15/10, para atender a um acidente envolvendo duas motocicletas na BR-460, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em São Lourenço, no Sul de Minas. A ocorrência resultou na morte de uma jovem de 24 anos e deixou dois homens feridos.

O acidente envolveu uma Honda CG 150 Fan e uma Honda Bros. Ao chegarem ao local, as equipes de resgate encontraram três vítimas. A passageira de uma das motocicletas, uma mulher de 24 anos, recebia os primeiros atendimentos de uma Unidade de Suporte Básico (USB) do Samu. Os dois condutores, de 19 e 21 anos, foram atendidos pelos militares do Corpo de Bombeiros.

De acordo com as informações, uma das motocicletas trafegava pela rodovia no sentido São Lourenço–Pouso Alto. Ao passar por uma curva, o condutor perdeu o controle, e os dois ocupantes caíram sobre a pista. Pouco depois, outra motocicleta que seguia pelo mesmo trecho atingiu o veículo caído, levando o segundo condutor a também cair.

A passageira foi identificada como Ágatha Furtado, de 24 anos. Ela foi socorrida e levada ao Hospital de São Lourenço, mas não resistiu aos ferimentos.

Os dois motociclistas também foram encaminhados ao Hospital de São Lourenço para atendimento médico. Segundo as informações divulgadas, um dos pacientes permanecia internado na Unidade de Emergência, em condição estável e sem intercorrências, aguardando avaliação para determinar se precisaria passar por cirurgia.

A Polícia Militar esteve no local para registrar a ocorrência e tomar as providências cabíveis. A perícia da Polícia Civil foi acionada, com previsão de realização dos exames técnicos de forma indireta.

No momento da colisão, chovia na região. Depois do socorro às vítimas e da conclusão dos procedimentos no local, o trânsito na rodovia foi liberado.

A morte da jovem provocou manifestações de pesar. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Lourenço, onde Ágatha trabalhava, divulgou uma nota de condolências. A instituição lamentou a perda e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas da colaboradora, destacando o impacto de sua partida para a comunidade da entidade.

15 de Outubro de 2026 às 16:44

Foragido por estupro de vulnerável em Uberlândia, foi detido pela PCMG na Paraíba

nvestigado de 45 anos foi encontrado em Monteiro após trabalho de inteligência e monitoramento da Polícia Civil de Uberlândia.

Com informações da Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) articulou, na quarta-feira (14/10), a localização de um homem, de 45 anos, que estava foragido da Justiça havia mais de um ano. Ele é alvo de mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro de vulnerável em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e foi detido no estado da Paraíba.

A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência, monitoramento e levantamento de informações conduzido pela equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Uberlândia, que identificou que o homem estava residindo fora de Minas Gerais.

Após a identificação do paradeiro do alvo, a PCMG trocou informações com a Polícia Militar da Paraíba, que prestou apoio no momento da abordagem e da captura, na cidade de Monteiro.

15 de Outubro de 2026 às 14:13

Iniciativa pioneira no Brasil, Casa Juntos pelo Agro será inaugurada em Patos de Minas

Novo espaço é fruto de uma parceria entre Sebrae Minas, Sistema Faemg/Senar e Sindicato dos Produtores Rurais, e será inaugurado dia 23 de outubro

Patos de Minas ganhará um novo local voltado ao fortalecimento do agronegócio e ao atendimento de demandas dos produtores rurais. No dia 23 de outubro, às 14h, será inaugurada a Casa Juntos pelo Agro, na sede do Sindicato dos Produtores Rurais. A unidade vai reunir, em um único espaço, serviços, orientações, capacitações e soluções oferecidas pelas instituições parceiras: Sebrae Minas, Sistema Faemg/Senar e Sindicato dos Produtores Rurais de Patos de Minas.

A iniciativa, pioneira no Brasil, foi lançada em junho, durante a Festa Nacional do Milho – Fenamilho 2026. O programa Juntos Pelo Agro busca aproximar o produtor rural das principais iniciativas de desenvolvimento, capacitação, gestão, assistência técnica e inovação, tornando o acesso aos serviços mais simples, ágil e eficiente.

O espaço também pretende estimular conexões e ampliar as oportunidades para produtores e empreendedores que atuam no campo e em atividades ligadas ao agronegócio. “A Casa Juntos pelo Agro de Patos de Minas é uma iniciativa que materializa, no município, a estratégia nacional do Programa Juntos pelo Agro, criado para promover maior integração entre instituições que atuam no fortalecimento do setor agropecuário”, explica o gerente do Sebrae Minas na Regional Noroeste e Alto Paranaíba, Marcos Alves.

Serviços disponíveis

O Sebrae estará presente na Casa Juntos pelo Agro por meio de um ponto da Rede Aqui Tem Sebrae, que será inaugurado durante o evento. Também irá oferecer soluções como certificações agrícolas, Sebraetec FIV (programa de Fertilização In Vitro para acelerar o melhoramento genético de rebanhos leiteiros e de corte), e Origem Minas – iniciativa que busca fomentar o desenvolvimento de micro e pequenas empresas do agronegócio e da gastronomia mineira, oferecendo capacitação, regularização e promoção do negócio.

O espaço também contará com atendimento do Senar e do Sindicato dos Produtores Rurais de Patos de Minas. A integração permitirá ampliar o acesso a serviços relacionados à qualificação profissional, assistência técnica, gestão, empreendedorismo, inovação e oportunidades de mercado, facilitando a busca por soluções de acordo com as necessidades de cada produtor.

Com isso, a Casa Juntos pelo Agro se consolida como um ponto de referência para quem busca melhorar a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade das propriedades e dos negócios rurais.

15 de Outubro de 2026 às 12:40

CNI alerta para possíveis demissões e aumento de preços com fim da escala 6x1

Segundo a entidade, mudança aprovada pelo Senado pode reduzir o PIB em 0,7% e encarecer produtos para o consumidor.

Fonte: CNI Foto: Augusto Coelho / CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera preocupante a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6x1.

Na avaliação do setor industrial, a medida aprovada pelo Senado Federal causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país. Para a CNI, a mudança aprovada em pleno período eleitoral representa um retrocesso para o Brasil, que já sofre com baixa produtividade e falta de competitividade no mercado internacional.

“Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban. “Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, acrescenta o dirigente.

Levantamento recente da CNI mostra que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.

Os dados apontam, ainda, que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média, impactando nas compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta média de 6% – no caso de roupas e calçados o aumento dos preços pode alcançar 6,6%.

Para a CNI, além de causar insegurança jurídica, a emenda constitucional atinge em cheio todo o setor produtivo, que precisará ajustar a produção e aumentar os custos em meio a um cenário econômico adverso do país, que já convive com pesada carga tributária e juros estratosféricos.

Para o cumprimento da medida, a indústria terá de fazer uma série de adaptações em suas escalas e a reorganização do processo produtivo.

15 de Outubro de 2026 às 08:42

Senado aprova PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz jornada de trabalho para 40 horas semanais

Proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos e prevê dois dias de descanso semanal, sem redução salarial.

Fonte: Agência Brasil Brasília-DF - 14/10/2026 - Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6x1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.

Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.

O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

"Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros", afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.

Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.

A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Debate em plenário

A sessão deliberativa começou pouco depois das 14h e se estendeu até por volta das 22h, quando o resultado da votação foi revelado. Praticamente todos os senadores que subiram à tribuna se declararam favoráveis à proposta, mesmo com críticas pontuais.

"Estamos escrevendo este capítulo ao lado de cada trabalhador que acorda antes do sol nascer, de cada mãe e cada pai que querem acompanhar o crescimento de seus filhos, de quem deseja estudar, cuidar da saúde, encontrar os amigos, estar com a família ou descansar", afirmou a senadora Tereza Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.

"A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e formas de organização produtiva", comentou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Citando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a senadora Leany Lemos (PSD-DF) destacou que 36,2 milhões de vínculos de trabalho com carteira assinada possuem jornada contratada superior a 40 horas semanais no Brasil, o que equivale a praticamente 80% dos vínculos celetistas analisados.

"Ou seja, somente 20% dos trabalhadores formalizados no país não trabalham na jornada 6x1. Esses dados permitem dimensionar o alcance da redução da jornada e identificar os setores mais afetados", pontuou.

Em seu pronunciamento em plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não tinha como conter a emoção.

"Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Quem operou, trabalhou, em fundições, em fábricas, em marcenarias, em fábricas de barro e de vasos, como eu e tantos trabalhadores, sabe que este momento é especial", afirmou.

Mesmo favorável à PEC, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou sobre os riscos de a medida aumentar o custo do trabalho e causar impactos a micro e pequenas empresas, que contratam boa parte da força de trabalho que atua na escala 6x1.

"Não podemos permitir que essa conquista se torne, a médio e longo prazos, em prejuízo para quem queremos proteger", observou. Apesar de, ao longo do debate, ter sido contrário à proposta, o Partido Liberal (PL) liberou a bancada para a votação.

Empresário, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) informou já ter eliminado a escala 6x1 em suas empresas, o que ampliou a oferta de mão-de-obra e aumento da produtividade.

"A única maneira que nós encontramos de resolver a falta de mão-de-obra, que há muitos anos assola esse país, não é de agora, foi flexibilizar o fim dessa jornada, que nas nossas empresas acontece há mais de 5 anos", disse o parlamentar.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta.

Durante discurso na tribuna do Senado, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, criticou a ausência dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) na sessão destinada à votação da proposta.

"Eu olho para o painel do Senado e ainda não vejo a presença do senador Flávio Bolsonaro, nem do coordenador de campanha dele, o senador Rogério Marinho. Eles haviam dito primeiro que eram contra [o projeto]. Diziam eles que era eleitoreiro, mas mudaram de posição", afirmou.

Flávio cumpriu agenda de campanha no Rio Grande do Sul ao longo do dia, mas registrou a presença em plenário para votar a matéria de forma remota. No painel de votação, Flávio Bolsonaro registrou voto favorável à PEC. Marinho não registrou presença na votação, constando como ausente.

Milhões de beneficiados

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).

Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.

A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.

Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.

15 de Outubro de 2026 às 08:35

Governo de Minas abre edital para venda de imóveis com lances a partir de R$ 33 mil

Propostas on-line podem ser feitas até 30 de novembro.

 

Fonte: Agência de Minas foto: Crédito: MGI / Divulgação

O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Minas Gerais Participações S.A (MGI.), empresa estatal vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), abriu nesta quarta-feira (14/10), edital para a venda de imóveis do Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM) em Belo Horizonte. A carteira reúne salas e lojas comerciais, duas casas com uso residencial ou comercial e uma gleba urbana, com lances mínimos que variam de R$ 33 mil a R$ 8 milhões.

Os imóveis

Entre os destaques está o Edifício Marena, na Avenida Amazonas, uma das principais vias da capital, próximo à Estação Central do metrô e à Praça Sete de Setembro. Estão disponíveis um conjunto de três lojas, com cerca de 420 m², e oito salas na sobreloja, com áreas entre 15,5 m² e 44 m². A localização central, com grande circulação de pessoas, favorece a instalação de negócios e atrai comerciantes e empreendedores.

Outra oportunidade é a casa no bairro Santo Agostinho, construída em terreno de 396 m² e com garagem. Já no bairro Funcionários, o imóvel ocupa um terreno de 180 m² e conta com três vagas de garagem. Por fim, no Jardim Vitória, está a gleba urbana de 47.745 m², em área enquadrada como PA2 (Zona de Preservação Ambiental 2) e AEIS (Área de Especial Interesse Social).

Todos os imóveis estão desocupados e contam com infraestrutura urbana, como água, esgoto, energia elétrica, iluminação pública, telefonia e pavimentação. Também são atendidos por serviços públicos e comunitários, como coleta de lixo, transporte coletivo, comércio, escola, segurança e lazer.

Como participar Os lances são realizados 100% on-line, a partir de 14/10 até 30/11 de 2026. O cadastro de interessados, pessoas físicas ou jurídicas, deve ser feito exclusivamente pelo site mgipar.com.br/leiloes. Os imóveis são vendidos no estado em que se encontram (“ad corpus”), cabendo ao interessado verificar previamente as condições físicas, jurídicas, documentais e urbanísticas de cada bem, inclusive junto ao Cartório de Registro de Imóveis e à Prefeitura.

Também são de responsabilidade do arrematante eventuais desmembramentos, demarcações, levantamentos topográficos, averbação de benfeitorias não registradas e atualização cadastral. No caso das casas e da gleba, é necessário consultar previamente os órgãos competentes sobre eventual tombamento, restrições de proteção patrimonial e condições de parcelamento e uso do solo. Recomenda-se vistoria prévia. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (31) 3915-4858 e (31) 97320-0480 (WhatsApp).

Sobre a MGI

A MGI, completou 50 anos de experiência no mercado, dedicada a trazer soluções financeiras ao Estado. A instituição utiliza estratégias para a comercialização de imóveis em não uso em Minas Gerais e nas diversas regiões do país, sempre com ética e transparência em suas negociações.

Antes de publicar os editais dos leilões de seus clientes, a MGI analisa o mercado e a regularização dos imóveis, buscando oferecer segurança e confiabilidade. A empresa conta com uma equipe especializada que fornece todas as informações necessárias durante as etapas de aquisição e, no pós-venda, oferece suporte na obtenção da documentação, visando garantir a completa satisfação do arrematante.