O Hospital Med. Center realizou Na quarta-feira (20), a primeira captação de órgãos para transplante da história da instituição. O trabalho foi feito pela equipe da MG Transplantes de Uberlândia, que captou rins e córneas.
O doador teve morte encefálica confirmada às 10h30min do dia 20 (quarta-feira), após ter sofrido um AVC - Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico e mantido pela equipe médica da UTI em condições favoráveis ao transplante com a autorização da família.
O procedimento de captação dos órgãos foi comandado pelo cirurgião da MG Transplantes, Dr. Thompson Palma, médico atuante na área de transplantes e contou com a participação do anestesista Dr Lucas Rodrigues Caldas, Dr. Fernando Borgo (gastroenterologista), Técnicosem Enfermagem Juliana do Carmo de Oliveira, Paulo dos Reis Brito e Geane Abadia Alves Fernandes, a coordenação da enfermeira Graciely Narduccy e a técnica em enfermagem Vânia cadastrada pelo MG Transplante, responsável pela captação das córneas. O destino dos órgãos não foi informado, mas serão preferencialmente doados para a nossa região, todavia dependendo da compatibilidade.
Para a esposa, saber que os órgãos do marido vão ajudar a salvar a vida de outras pessoas ajuda a amenizar o sofrimento da perda. “O sentimento que fica é o de ter ajudado alguém. É confortante saber que existem pessoas que serão salvas pelo meu marido, e eu sei que onde estiver, com certeza estará feliz." disse Dona Terezinha à Assessoria de Comunicação do Hospital Med Center.
Sobre transplantes
Relatos históricos indicam que os primeiros transplantes foram feitos no final do Século 18. Contudo, só na década de 1950 é que, efetivamente, adotou-se como tratamento, ocorrendo o grande impulso no final dos anos de 1980. Estatísticas apontam que o Brasil é o segundo país do mundo a realizar transplantes de órgãos (6.402 em 2010, sem contar células e tecidos); fica atrás apenas dos Estados Unidos.
A doação de órgãos é uma lição de amor e cidadania, e as pessoas buscam informações e concordam cada vez mais com o ato. A retirada de órgãos ocorre depois de constatada a morte cerebral, enquanto o coração continua pulsando e mantendo a irrigação sanguínea do corpo. É importante saber que a função da equipe médica e o seu objetivo é salvar vidas e a doação só será cogitada quando realmente a morte cerebral for verificada. Doar órgãos é um ato de superação, pois no momento da morte de um ente querido os familiares encontram-se muito sensibilizados. Mas, o sentimento de solidariedade e a certeza de ter salvado vidas pode confortar o coração e abrandar a dor.