PATROCÍNIO (MG) - Uma equipe do portal Patrocínio On-line (POL) registrou imagens preocupantes nas confluências dos rios Quebranzol e Santo Antônio, áreas que integram a represa da Usina Hidrelétrica (UHE) de Nova Ponte. O cenário encontrado é de abandono: uma vasta proliferação de algas divide espaço com uma quantidade alarmante de resíduos sólidos acumulados na superfície da água.
Entre os materiais descartados irregularmente, destacam-se grandes volumes de plásticos, como sacolas e vasilhames de detergente. O que mais chama a atenção e gera alerta ambiental é a presença de galões de defensivos agrícolas e recipientes de combustíveis, que oferecem risco direto de contaminação química da água, além de latas e outros detritos.
A situação atual contrasta com as ações realizadas entre os anos de 1996 e 2006. Naquela década, a Associação Regional do Meio Ambiente promovia as "Barqueatas", eventos que mobilizavam a comunidade para a coleta de lixo, limpeza das margens e conscientização ambiental. No mesmo período, a fiscalização da represa era mais rigorosa e havia programas constantes de soltura de alevinos para repovoar as águas com diversas espécies.
Recentemente, o POL registrou a doação de uma caminhonete e de uma embarcação mineradora, por parte da Amar, para a Polícia Militar de Meio Ambiente. No entanto, o que se observa na prática é que ações efetivas de limpeza e campanhas educativas, como as que ocorriam no passado, deixaram de acontecer ou não estão recebendo a devida divulgação e prioridade.
O acúmulo de lixo na represa de Nova Ponte não é apenas um problema estético, mas um dano ambiental que afeta o ecossistema e o potencial de lazer da região. É urgente que a sociedade civil se mobilize e que o poder público retome os esforços de fiscalização e conscientização para interromper o descarte irregular de resíduos em nossos rios.
Como a represa é vasta e banha cidades como Patrocínio, Nova Ponte (cuja área urbana antiga foi totalmente inundada), Iraí de Minas, Perdizes, Pedrinópolis, Sacramento, Santa Juliana e Serra do Salitre, o problema ambiental registrado pelo POL afeta todo esse ecossistema regional, impactando não só o meio ambiente, mas também o turismo e a economia local.
É urgente que as administrações municipais, em conjunto com associações e a sociedade civil organizada, unam esforços para reativar programas de conscientização e mutirões de limpeza, garantindo a saúde do ecossistema e a viabilidade do turismo regional.
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