Bomba! Depois de 20 (vinte) anos na liderança da produção de café no Brasil, Patrocínio perdeu o 1º lugar. Agora, em 2025, foi superado, com folga, por dois municípios capixabas. Rio Bananal e Linhares. No ano anterior (2024), esses dois municípios já tinham aproximado bem do líder (Patrocínio). Outros dois municípios do Espírito Santo, embora ainda com produção de café ligeiramente inferior, avançam sobre os números estatísticos da Capital do Café. Na atualidade, Patrocínio, segue, tranquilo, no 1º lugar em Minas. Porém é o 3º lugar do Brasil. Vila Valério (4º), e São Mateus (5º lugar), ambos no Espírito Santo–ES, também são percalço (problema) para Patrocínio. Pois, breve, poderão, da mesma maneira, deixar PTC para trás. Números precisos do IBGE demonstram o cenário desfavorável a Patrocínio e região. Inclusive Monte Carmelo. Sul de Minas e região de Manhuaçu distanciam ainda mais dos municípios do ES, na mesma toada. Mas tem que considerar que o café Arábica vale mais de 55% do que o café Conilon do Espírito Santo.
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LIDERANÇA QUE FICOU PRA TRÁS – A Capital do Café agora é o 3º lugar no Brasil, com a produção de quase 49.000 toneladas de grãos de café. Exatamente, segundo o IBGE, 48.669 t. Todavia, dois municípios do Espírito Santo ultrapassaram Patrocínio em 2025. O campeão Rio Bananal com 69.000 t. (precisamente 69.219 t.). Portanto, produziu 20.000 toneladas a mais do que PTC. E o vice-campeão Linhares colheu quase 64.000 t. (na ponta do lápis, 63.720 t.).
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E O ATAQUE CAPIXABA PRESSIONA MAIS... – O 4º lugar no Brasil, logo atrás de Patrocínio, encontra-se Vila Valério–ES, com 45.000 t. É outro município, que poderá passar Patrocínio, breve. Isso se os produtores patrocinenses deixarem “a banda passar”. No 5º lugar está São Mateus–ES, com 42.900 toneladas, em 2025. Lá morava a poetisa e escritora patrocinense Elza Lima, falecida há pouco tempo. Ela era também cronista da RedeHoje.
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SÓ EM MINAS, PATROCÍNIO CONTINUA CAMPEÃO – O ranking de MG quanto à Quantidade Produzida de Café está assim: Patrocínio (48.669 t.) é o maior produtor. Manhuaçu é o 2º colocado (29.040 t.). Em 3º lugar, Monte Carmelo (27.938 t.). Ou seja, Patrocínio produziu a mais do que os carmelitanos quase 21.000 toneladas. O Sul de Minas completa a lista dos cinco maiores produtores com Ibiraci (26.352 t.) e Campos Gerais (25.068 t.) respectivamente em 4º e 5º lugares em MG.
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OUTROS GRANDES PRODUTORES MINEIROS EM QUEDA – Os cinco municípios da Segunda Divisão, situados em seguida no ranking, são: 6º lugar, Três Pontas quase 25.000 toneladas. Em 7º lugar a vizinha Serra do Salitre (mais de 24.000 t.). Em 8º lugar, perdendo pontos, Araguari (22.500 t.). Depois as cidades universitárias de Alfenas (pouco mais de 21.000 t.) e Rio Paranaíba (mais de 17.000 t.). Nessa baixa produção de café, Patos de Minas, Varginha e Guaxupé são temas para as próximas edições.
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NOS ÚLTIMOS 20 ANOS, PRODUÇÃO VARIOU SEM PERDER LIDERANÇA – Em 2005, Patrocínio produziu 28.795 toneladas. Em 2022, por causa da Pandemia só 34.859 t. Em 2023, a maior produção de grãos de café da história do Brasil (por município). PTC colheu 105.109 t. Em 2024, essa produção caiu mais de 40% (para 64.225 t.). Mas o 1º lugar continuava nas mãos de Patrocínio, embora Rio Bananal–ES e Linhares–ES se aproximassem para disputarem a liderança. Isso já era bem visível. Em 2025, houve a queda do “Império Romano” do Café, quanto à “quantidade produzida”. Entretanto, quando entra o mercado, qualidade, o “valor da produção” ainda deixa Patrocínio, o campeão, em 1º lugar no Brasil e MG.
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RANKING DO DINHEIRO DA PRODUÇÃO – R$ 1,6 bilhão para os patrocinenses. Precisamente R$ 1.601.697.000,00 é o valor da produção de grãos de café de Patrocínio. Era, foi e é o 1º lugar no Brasil e em Minas. O “será” o futuro dirá.
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IMPRESSIONANTE: O “VALOR” DA PRODUÇÃO DE PTC NÃO CAI – Desde o ano de 2004 até 2025, ano a ano, a curva é crescente. Quer dizer, mesmo havendo pequenas quedas e aumentos dos valores em alguns anos, o valor da produção patrocinense passou de R$ 100 milhões (2004) para R$ 1,6 bilhão (2025). E também considerando as reduções na produção (quantitativos), o preço do café se manteve. Conclusão: o mercado internacional do café de Patrocínio exige qualidade e sabor. Por isso, o preço não caí, se considerar um período maior, como nesses últimos 20 anos.
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MESMO QUANTO AO “VALOR”, ESPÍRITO SANTO SE APROXIMA – O café do Cerrado, o de Patrocínio especificamente, na regra geral, é melhor do que o do Espírito Santo (mas isso é tema para as próximas edições também). Por isso, mesmo com menor quantidade produzida (colhida), o seu valor de mercado é muito maior. PTC ainda lidera quanto ao “valor da produção”. Enquanto o valor da produção de Patrocínio (49.000 t.), vale R$ 1,6 bilhão, Rio Bananal–ES (69.000 t.) vale menos (R$ 1,58 bilhão) e o vice-campeão na produção Linhares–ES (64.000 t.), vale R$ 1,44 bilhão. Portanto, mesmo com a qualidade inferior, os capixabas estão encostando em Patrocínio (que é 1º lugar no valor, e, 3º lugar, na produção no Brasil).
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PATROCÍNIO NO MEIO DOS CAPIXABAS – Entre os dez municípios que mais “produziram café” no Brasil, em 2025, Patrocínio é um “estranho no ninho”. Nove são municípios do Espírito Santo e Patrocínio–MG (3º lugar). Por Estado, MG continua em 1º lugar.
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DIFERENÇA BÁSICA ENTRE MINAS E ESPÍRITO SANTO – O Cerrado Mineiro, incluindo o Triângulo e Alto Paranaíba, produz basicamente café Arábica, que é mais valorizado no mercado internacional. O Espírito Santo produz muito a espécie Conilon (canephora) e um pouco só do Arábica. O Conilon é mais denso, tem maior teor de cafeína, sabor neutro ou amargo. Já o café Arábica tem doçura natural e acidez equilibrada. Enfim, tem mais açúcares e óleos essenciais. É o que o mercado global prefere.
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PREÇOS MÉDIOS ATUAIS – O café Arábica varia de R$ 1.430,00 a R$ 1.670,00 a saca de 60 kg. Patrocínio, Varginha e Guaxupé têm preços similares. A diferença é que Varginha e Guaxupé produzem pouquíssimo café. O café Conilon é cotado em Vitória–ES entre R$ 892,00 a R$ 930,00 a saca de 60 kg. Ou seja, quase uma saca de Arábica compra duas do Conilon.
([email protected]) *** Primeira Coluna, edição de 27/09/2026, também publicada pela RedeHoje e redes sociais.