História. Ela mostra como nossa Patrocínio modificou-se. População urbana (inclusive Distritos) passou de 9.000 e poucos cidadãos para 90 mil (pop. urbana), em 75 anos somente. Automóveis de 126 para mais de 42.000, em 80 anos. Telefone só a classe elitizada tinha. Exportação de 100.000 pares de sapatos para os EUA. E mais outras curiosidades. Com algumas informações da coluna “De Volta Ao Passado”, de autoria deste cronista, na revista PRESENÇA (1996), de Luiz Antônio Costa.
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1800: ORIGEM DO NOME “SALITRE” – O sal era de difícil aquisição, devido à distância do mar. O gado da região “salitrava” nas redondezas de Salitre, dando origem ao futuríssimo Salitre de Minas. Na verdade, nessa época era o Arraial de Patrocínio, chamado de Salitre (1773 a 1804). Cada fazendeiro tinha o dia certo para a alimentação de seu gado. Nesse tempo, os fazendeiros do outro lado (leste) das águas minerais ergueram uma capela a São Sebastião (região do Chapadão), onde o vigário de Araxá celebrava uma missa por mês (hoje, é Serra do Salitre). Os fazendeiros de cá, que mantinham indisposição com aqueles, também construíram uma capela de folhas de coqueiro na colina, onde depois surgiu a Igreja Matriz da Vila de Patrocínio.
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1842: SÍMBOLO HISTÓRICO – O bonito casarão da Praça da Matriz foi construído para ser a sede da administração municipal e, ao mesmo tempo, residência do presidente da Câmara Municipal (que exercia a função de prefeito). Seu primeiro ocupante foi Francisco Martins Mundim, um comprador de diamantes. Permaneceu como Prefeitura Municipal até o final da década de 70, quando o prefeito Afrânio Amaral, no seu primeiro mandato, inaugurou o Centro Administrativo. A partir daí, a majestosa edificação tornou-se a Casa da Cultura.
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1916–1930: PADRE TIAGO – Nesse período era o vigário da Paróquia. Músico e professor foi um dos fundadores da Escola Normal N. S. do Patrocínio (hoje, Berlaar). Sua casa era na Praça Tiradentes (hoje, Rua Furtado de Menezes, nº 614). Faleceu em BH, no dia 22 de agosto de 1950 (logo após, a Praça Matriz passa a ser denominada Praça Monsenhor Tiago).
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1918: FERROVIA – No dia 12 de outubro era inaugurada a Estrada de Ferro Goiás, depois Rede Mineira de Viação (RMV). Com muita festa e curiosidade. Assim, a região de Patrocínio era ligada a BH, via Catiara e Ibiá. Transporte de cargas e passageiros.
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1950: CIDADE PEQUENA – Patrocínio tinha 34.061 habitantes, sendo 25.551 na zona rural, cerca de 9.000 hab. e pouco na cidade e distritos, que eram Serra do Salitre, Cruzeiro da Fortaleza e Folhados (Silvano).
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1955: ECONOMIA – O milho liderou a produção agrícola com 92.300 sacos de 60kg, que correspondia a 32%. Seguiram o feijão (30%), arroz (26%) e café (7%). Havia 120.000 cabeças de bovinos e 45.000 de suínos. No Município existiam 126 automóveis, 57 camionetas, 122 caminhões e 7 ônibus. Todos importados. A rede telefônica tinha 320 aparelhos (o nº de telefone era formado de três dígitos e não havia discagem direta – como um PABX, era a telefonista na central da Praça Santa Luzia que completava a ligação desejada). Não existia ligação telefônica para outras cidades. A produção anual de leite atingia a 14.000.000 litros.
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1983: PTC PRODUZIA SAPATOS PARA O MUNDO – Câmara Municipal decretou 50% de desconto para os estudantes nos ônibus urbanos. XXXX Historiador José Graciano completava 80 anos e residia na Rua Artur Botelho. XXXX Calçados Pitter exportava 70.000 pares para a empresa Glen Shoes Co de Nova Iorque. XXXX A Saiasi Calçados exportava 30.000 pares para a I. Shoes de Nova Iorque também. XXXX Nenê Constantino fazia reunião de dirigentes de todas as suas empresas brasileiras em Patrocínio. XXXX Cronista Milton Magalhães revelava que o Jogo do Bicho iniciava suas atividades em Patrocínio, com certo grau de normalidade. XXXX Cine Patrocínio estava em plena atividade. XXXX Biblioteca da Escola Dom Lustosa recebia o nome de Franklin Botelho, icônico professor dos anos 40, 50 e 60 do mesmo Dom Lustosa e do Colégio Professor Olímpio dos Santos (estes tópicos foram extraídos da Primeira Coluna no JORNAL DE PATROCÍNIO).
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1988: TRÊS CRAQUES NATOS – Na edição do dia 20 de outubro de 1988, do “Jornal Presença” (Luiz Antônio Costa), este autor escolheu em apaixonada crônica, o “Trio de Ouro” do futebol patrocinense. Atletas nascidos e formados em Patrocínio, que poderiam integrar qualquer seleção do futebol de todos os tempos de Patrocínio. São eles: o zagueiro Calau (Flamengo Patrocinense e equipes do Triângulo), o lateral Chapada (Flamengo Patrocinense e Patrocínio Sport) e o atacante Totonho Figueiredo, que felizmente sobrevive (atuou no Flamengo do Véio do Didino, Uberaba Sport e em equipes no interior de São Paulo).
([email protected]) *** Primeira Coluna, edição de 12/07/2026, também publicada na RedeHoje e redes sociais.