Glória. Patrocínio produziu quase 180 milhões de litros de leite, em 2025. Precisamente, segundo o IBGE, no documento “Produção da Pecuária Municipal”, 178.650.000 litros. Com isso, bateu o recorde histórico de Patrocínio. Ou seja, a maior produção de leite na história patrocinense. Apenas em 2020, com 175.340.000 litros, houve produção próxima dessa quantidade produzida em 2025. Mesmo com o esforço e dedicação dos produtores de leite de vaca de Patrocínio ainda não foi possível alcançar Patos de Minas, o campeão de Minas. Além disso, e por isso, Patos de Minas tem alguns grandes laticínios de Minas. Como também são conhecidos nacionalmente queijos e outros produtos lácteos de Patos de Minas, Carmo do Paranaíba, Rio Paranaíba, Sacramento, Araxá e até Arapuá. Já de Patrocínio, nada, nadinha. Pelo menos, em supermercados da Grande BH, não se vê a marca de “Patrocínio”. Em resumo, Patrocínio tem trabalho e “garra” dos produtores, mas não tem indústrias expressivas. Os pormenores e o ranking do leite é saudável conhecê-los. Sobretudo também saber que o “dindin” do leite é o maior da história de Patrocínio.
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VICE-CAMPEÃO SEMPRE VICE-CAMPEÃO – Nos últimos 22 anos, Patrocínio é o 2º lugar em Minas. Somente, em dois anos (2013 e 2015), Coromandel produziu um pouquinho mais. Em 2019 e 2020, Patrocínio encostou no campeão Patos de Minas, quando os dois municípios tiveram as produções de leite próximas.
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LIDERANÇA DE PATOS DE MINAS – Com a quantidade produzida de 250 milhões de litros de leite em 2025, Patos de Minas é o líder de MG (exatamente, 249.240.000 litros). Em 2º lugar, Patrocínio com 179 milhões. Portanto, Patos de Minas produziu 71 milhões de litros a mais do que Patrocínio. Um pouco distante do campeão e vice-campeão, em 3º lugar, está Lagoa Formosa, com 161 milhões de litros. Em quarto lugar, Coromandel com 150 milhões de litros. E em 5º lugar, Carmo do Paranaíba com 115 milhões de litros de leite.
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SEGUNDA DIVISÃO DO LEITE – Dois municípios que produzem queijos bastante conhecidos têm quantidades de leite menores, porém significativas. Cruzeiro da Fortaleza com 73 milhões (19º lugar) e Serra do Salitre com 64 milhões (26º lugar em Minas). Araxá com 54 milhões e Guimarânia com 49 milhões de litros de leite também se destacam. Ainda constam nesse grupo menor de produção, a “segunda divisão”, Uberlândia (74 milhões), Uberaba (46 milhões) e o líder da “segundona”, Rio Paranaíba (114 milhões litros de leite). Contudo, todos os municípios mineiros bem abaixo de Patos de Minas e Patrocínio.
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ALTO PARANAÍBA É O PRIMEIRO LUGAR DO BRASIL – Individualmente, o Município campeão é Castro, no Paraná, com 533 milhões de litros (1º lugar no País). O 2º lugar é Carambeí, também no Paraná, com 307 milhões. Todavia, se analisar o Alto Paranaíba, como uma bacia leiteira, e o é, essa região é a que mais produz leite no Brasil. Imagine juntar e somar as produções de Patos de Minas (3º lugar no Brasil), Patrocínio (4º lugar no BR), Lagoa Formosa (5º no BR), Coromandel, Carmo do Paranaíba, Rio Paranaíba, Presidente Olegário e Tiros. Disparadamente, a região é campeã brasileira (por região), na produção de leite.
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PATROCÍNIO TEM TAMBÉM O SEU MAIOR VALOR NA HISTÓRIA – Em 2025, o Município recebeu mais de R$ 443 milhões do seu leite produzido. Maior valor em todos os tempos. Só o ano de 2022 aproximou um pouco desse recorde financeiro. Em 2022, o valor recebido foi de R$ 436,3 milhões.
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VALOR POR MUNICÍPIO NA REGIÃO – Patos de Minas, o líder, foi pontuado com R$ 640,5 milhões, Patrocínio R$ 443 milhões, Lagoa Formosa R$ 426,8 milhões, Coromandel R$ 390,7 milhões, Pompéu R$ 356 milhões, que superou Carmo do Paranaíba R$ 297 milhões. Então, Patos de Minas superou Patrocínio em quase R$ 200 milhões pelo leite produzido, em 2025.
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PATROCÍNIO PRECISA TER MAIS VACA ORDENHADA – Patos de Minas tem o dobro de Patrocínio. Lagoa Formosa tem mais de 6.000 cabeças de vacas ordenhadas do que Patrocínio. Carmo do Paranaíba tem a mais 4.000 cabeças. Unaí, que está distante da quantidade produzida de leite por Patrocínio, tem a mais quantidade superior a 3.000 cabeças de vacas ordenhadas. Um bom sinal disso é que a produtividade leiteira de Patrocínio é bem melhor do que Unaí.
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E O “SAMBA DO CRIOULO DOIDO” CONTINUA – Patos de Minas tem duas grandes indústrias lácteas, Cemil e Coopatos. Parte do leite é de Patrocínio. Sacramento tem a indústria SCALA, que é nacional, e parte do leite é de São Benedito-Salitre. RioLac em Rio Paranaíba. Laticínio Triângulo de Araxá, que deve ter leite patrocinense, etc. E Patrocínio continua sem grande indústria de derivados do leite. Apenas vendo a “banda passar”.
([email protected]) *** Primeira Coluna, edição de 11/10/2026, também na RedeHoje e redes sociais.