Dinheiro. Os recursos financeiros, o famoso “Dindin” ajuda a demonstrar o potencial econômico de um lugar. Com informações do Banco Central–BC e IBGE, o desempenho e movimentação financeira de Patrocínio são bons, diante de seu tamanho. Embora seja o 41º município mineiro em população, é o 30º lugar quanto aos depósitos à vista, em MG. É interessante conhecer os detalhes.
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DEPÓSITO À VISTA! BOA COLOCAÇÃO, PORÉM EM QUEDA – No final de 2025 havia nas agências bancárias de Patrocínio mais de R$ 70 milhões em depósitos à vista. Mais precisamente R$ 70.158.650,00. Isso representou uma queda, pois em 2024 foram quase R$ 92 milhões e quase R$ 108 milhões em 2021. O 30º lugar em Minas tornou-se boa colocação para Patrocínio em 2025. Mesmo estando com os depósitos caindo. Araguari, por exemplo, teve R$ 64,5 milhões, e, Monte Carmelo cerca de R$ 30 milhões em depósitos à vista. Ambos menores do que PTC.
O QUE É “DEPÓSITO À VISTA” – Corresponde ao dinheiro mantido em contas correntes ou contas de livre movimentação. Contas que propiciem ao cidadão/empresa fazer um Pix ou TED, ou retirar “dinheiro vivo”, sem nenhum comunicado ao banco.
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DEPÓSITO A PRAZO: O QUE É – Esses tipos de depósitos são as aplicações financeiras, tais como CDB (Certificados de Depósito Bancário), RDB (Recibos de Depósito Bancário) e similares. Enquanto “Depósito à Vista” (conta corrente) não tem rendimentos, o “Depósito a Prazo” gera juros e correções e muitas vezes, tem carência para o resgate (alguns dias ou um dia para o cliente receber o depósito).
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SEM CONTAR A POUPANÇA, OS PATROCINENSES TÊM R$ 600 MILHÕES EM APLICAÇÕES – Os “Depósitos a Prazo” de Patrocínio crescem ano a ano. Em 2022, eram a metade de hoje. Ou seja, R$ 306 milhões. Em 2024, saltaram para R$ 451 milhões e em dezembro de 2025 chegam aos R$ 600 milhões. Isso indica que os patrocinenses estão entre os melhores poupadores do Alto Paranaíba. Gente que tem “dindin” guardado. Tal como os patenses.
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ESSA É FÁCIL: A POPULAR CADERNETA DE POUPANÇA – A performance de Patrocínio nesse quesito, a Poupança tradicional, é também bem satisfatória. São mais de R$ 551 milhões “guardadinhos” na caderneta de Poupança dos patrocinenses. Patos de Minas tem R$ 1 bilhão, Monte Carmelo menos da metade de Patrocínio (R$ 260 milhões), a rica Araxá (R$ 559 milhões) quase empatada com Patrocínio e Coromandel (R$ 198 milhões). Assim, Patrocínio com os R$ 551 milhões na Caderneta de Poupança só perde para Patos de Minas na região.
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RESUMO DO DINHEIRO DE PATROCÍNIO – Sem contar o dinheiro “vivo” com as pessoas (no bolso) nem os “guardados no colchão” (em casa), Patrocínio tem R$ 1,2 bilhão. Mais exatamente, R$ 1.221.400,00 em dinheiro nas agências bancárias da cidade. Isso somando os depósitos (“à vista” e “a prazo”) mais a Poupança.
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PTC TAMBÉM É BOM DEVEDOR – A Operações de Crédito dos patrocinenses (pessoas + empresas) aproximam de R$ 1,8 bilhão. Em números exatos, em dezembro de 2025, os devedores totalizavam R$ 1.741.474.309,00. Esse valor coloca Patrocínio em 23º lugar em MG. Ou seja, apenas 22 municípios mineiros (pessoas + empresas) devem mais do que PTC, incluindo os grandes municípios, tais como: BH, Uberlândia, Montes Claros e Patos de Minas (os patenses devem R$ 5,6 bilhões). Não é para assustar, pois o comportamento da economia de uma cidade depende de Operações de Crédito também. Daí, municípios agrícolas e industriais necessitam de créditos e financiamentos. Patrocínio, como o maior produtor de café do Brasil (ou do mundo) e 2º maior produtor de leite de Minas, recorre a empréstimos para os seus empreendimentos, sobretudo os do Agro.
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RITMO DA DÍVIDA – Nos últimos 15 anos, as Operações de Crédito (empréstimos) de Patos de Minas subiram em escala até preocupante. De R$ 700 milhões para R$ 5,6 bilhões. Patrocínio aumentou moderadamente. De R$ 425 milhões para R$ 1,7 bilhão. Araxá com números quase iguais aos de Patrocínio (R$ 387 milhões para R$ 1,9 bilhão).
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AS AGÊNCIAS BANCÁRIAS DE PTC – São seis Bancos: Itaú, Santander, BB, CEF, Mercantil e Bradesco. Para completar sete, há a Cooperativa de Crédito, a Sicoob/Coopacredi, que, entretanto, o Banco Central estabelece outra classificação contábil e regulamentação para as cooperativas (como a Cresol também).
[email protected] *** Primeira Coluna, edição de 23/08/2026, também publicada na RedeHoje e redes sociais.