Estatística. Sempre é produzida para ser lida e bem entendida. Nela surgem as exitosas políticas públicas. Casamentos diminuem, relativamente à população. Divórcios aumentam. Nasce mais gente do que morre (o que é positivo). E a taxa de mortalidade infantil, para uma cidade do quilate de Patrocínio, precisa melhorar. É a análise.
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CASAMENTO EM QUEDA – À primeira vista, parece que é tendência. Patrocínio já teve mais casamentos em anos recentes, no passado, do que os dois últimos registrados pelo IBGE (anos de 2023 e 2024). Em 2017, o Município assistiu a 617 casamentos. Pouco depois, em 2019, foram 549 “casórios”. Na atualidade, em 2023, caiu para 405. Mesmo com a população crescendo. Em 2024, houve ligeira recuperação. Pois, foram efetuados 445 casamentos, em Patrocínio, no Registro Civil. Apenas como comparação, Patos de Minas, após redução na pandemia, crescem a cada ano os casamentos. Em 2024, ocorreram 884 casamentos patenses. Monte Carmelo dá um show em Patrocínio e Patos de Minas no aspecto de regularidade. Os carmelitanos realizaram 213 casamentos em 2007. Em 2024, dezessete anos depois, houve 217 “casórios”.
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RANKING EM MINAS – Em 2017, Patrocínio era o 25º lugar quanto aos municípios que mais casava. Ano a ano caiu também na classificação mineira. Hoje, é o 39º lugar.
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MAIS DA METADE DE CASAMENTOS DIVORCIA – Pelo menos, no que se refere ao número. Em 2024, aconteceram 445 casamentos em Patrocínio. Divórcios, por via judicial, 1ª instância, considerando o lugar da ação do processo, totalizaram 249 (divórcios). A esse número (249) pode adicionar mais 19 divórcios, extrajudicial, via Tabelionato de Notas. O que dá 268 divórcios em PTC, em 2024, ano em que foram realizados 445 casamentos.
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NÚMERO NORMAL DE MORTES – O crescimento moderado da quantidade de falecimentos é “vegetativo”. Ou seja, dentro do que é esperado. Isso demonstra as curvas dos gráficos, desde o ano 2008. Exceto, em 2021, pelo fator pandemia. Em 2024, ocorreram 657 óbitos de pessoas residentes. Se considerar o “lugar de registro”, o número é praticamente igual (671 óbitos). O ranking de MG mostra também normalidade: 43º lugar quanto aos óbitos.
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HÁ MAIS NASCIMENTOS DO QUE FALECIMENTOS – O outro lado da vida, que é maravilhoso, registra 1.148 nascidos vivos, considerando o “lugar de residência da mãe”. Isso em 2024, em Patrocínio. De 2006 para cá, sempre nasceram vivos mais de 1.100 crianças, ao ano. Todavia, tendo o indicador “nascidos vivos registrados” (aqui pode ter criança nascida em outra cidade), o número sobe um pouquinho: 1.232 crianças em 2024.
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ÓBITOS DE CRIANCINHAS – Com idade menor do que “um ano”, faleceram 14 crianças. Normalmente, fica em torno desse número (14). De 2006 para a atualidade, somente em 2011 e 2022, o comportamento patrocinense foi muito bom, com 04 mortes apenas nessa faixa etária.
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MORTALIDADE INFANTIL – Segundo o mestre em Saúde Pública, Eugênio Vilaça, a Taxa de Mortalidade Infantil é um dos melhores indicadores de saúde de um local (cidade, estado ou país). A redução da mortalidade infantil, no primeiro ano de vida, envolve a saúde da mãe e o pré-natal. E isso decorre da qualidade dos serviços de saúde, saneamento e educação.
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É NECESSÁRIO REFLETIR – Na última aferição da taxa de mortalidade infantil de Patrocínio, ela saltou 3,38 óbitos por mil nascidos vivos, em 2022, para 11,66 óbitos por mil nascidos vivos, em 2023. Em palavras populares, pulou de 3 ou 4 mortes para 11 a 12 mortes, de crianças com menos de um ano. Seria bom de que a taxa de Patrocínio ficasse inferior a “10 por mil”, no mínimo. Como o Sul e Sudeste do Brasil. A de Monte Carmelo é só 1,95 (praticamente, duas mortes). Todas as grandes cidades da região, exceto Patos de Minas, têm taxas menores do que PTC, quanto à Mortalidade Infantil, no primeiro ano de vida.
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ASSIM... – É uma boa questão para a reflexão de quem entende de saúde, em nossa querida Patrocínio. Vamos lá.
([email protected]) *** Primeira Coluna, edição de 04/01/2026, também publicada na RedeHoje.