A trajetória profissional de Simão Pedro de Lima, marcada pela atuação na educação, na administração de empresas e no cooperativismo, é o tema do artigo “Simão Pedro de Lima: a arquitetura da confiança”, publicado pelo portal O Fator, na terça-feira (27/10). Assinado por Leônidas Oliveira, o texto apresenta os principais momentos da carreira do executivo e destaca sua contribuição para o desenvolvimento da Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado).
Natural de São Gotardo, no Alto Paranaíba, Simão construiu uma carreira de mais de quatro décadas ligada à gestão empresarial e à cafeicultura. Graduado em História, Administração e Direito, com mestrado em Educação, também dedicou 29 anos ao magistério, conciliando a atividade acadêmica com responsabilidades executivas.
Sua experiência profissional começou na Cooperativa Agrícola de Cotia, em 1982. Ao longo dos anos, avançou para funções de liderança na comercialização de café e ampliou sua atuação em empresas e organizações ligadas ao agronegócio.
Recuperação financeira e profissionalização da gestão
Um dos pontos centrais do artigo é o trabalho desenvolvido por Simão na Expocacer, para onde retornou em abril de 2016, assumindo a superintendência executiva em um período de dificuldades financeiras.
A reorganização envolveu renegociação de compromissos com instituições financeiras, revisão de políticas comerciais, fortalecimento dos controles internos e adoção de auditoria independente. Em 2018, a cooperativa também avançou na reformulação de sua governança, com a separação das atribuições do Conselho de Administração e da direção executiva.
O artigo destaca que a recuperação de uma organização cooperativista exige mais do que resultados financeiros. A confiança dos cooperados, das instituições financeiras e dos parceiros comerciais é apresentada como um elemento fundamental para a continuidade e o crescimento das atividades.
Expansão internacional e valorização do café do Cerrado
Outro destaque é a estratégia de internacionalização da Expocacer, voltada à aproximação entre os cafeicultores da Região do Cerrado Mineiro e compradores estrangeiros.
A cooperativa ampliou sua atuação comercial no exterior, com uma operação nos Estados Unidos, inaugurada em 2024, e uma unidade logística na Inglaterra, estabelecida em 2025. A iniciativa busca facilitar o acesso de compradores internacionais, inclusive de menor porte, aos cafés produzidos na região.
O texto também aborda a importância da rastreabilidade, da responsabilidade ambiental e das boas práticas agrícolas para a competitividade do café brasileiro em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
De acordo com os dados apresentados no artigo, a Expocacer registrou, em 2025, receita líquida de R$ 3,229 bilhões e lucro líquido de R$ 52,3 milhões. No ranking Valor 1000, divulgado em 2026, a cooperativa alcançou a 387ª posição entre as maiores empresas brasileiras e a 47ª colocação nacional no agronegócio.
Transição na direção executiva
O artigo também aborda a transição na liderança da cooperativa. Conforme o texto, Simão encerrará sua atuação como diretor-presidente executivo em 31 de outubro de 2026, após mais de dez anos à frente da administração profissional da Expocacer. A sucessão está prevista para novembro, com Flávia Madureira Horta Nunes.
Ao analisar essa etapa, Leônidas Oliveira ressalta a importância da formação de equipes, do compartilhamento de conhecimentos e da construção de estruturas administrativas capazes de garantir a continuidade das instituições.
A publicação apresenta a trajetória de Simão como um exemplo de como a gestão profissional, a governança e a capacidade de construir relações de confiança podem contribuir para o fortalecimento do cooperativismo e para a valorização da cafeicultura do Cerrado Mineiro.
Leia o artigo completo no portal O Fator:
Simão Pedro de Lima: a arquitetura da confiança
Fonte: O Fator — artigo de Leônidas Oliveira, publicado em 27 de outubro de 2026.