Caro amigo José Maria Portilho,
Posso, sim, lhe chamar de amigo, pois, se tivemos, um pequeno entrevero no passado, no lançamento da “23ª Feijoada da APAE, não deixamos passar a oportunidade de olhamos um no olho do outro e passarmos tudo a limpo. Reafirmamos com isto a nossa amizade. Mais tarde voce deixou um generoso depoimento em nossa página no Face: “Milton Magalhães. representa o que há de melhor na cultura escrita, falada, imprensa e webjorlanismo ímpar que ele exerce com galhardia. Falar de Milton Magalhães é a uma obrigação de reconhecimento; as "arestas" foram aparadas para que as nossas causas da informação seja respeitada de ambos os lados de cada "editorial" lançado na mídia.. Obrigado Milton Magalhães pela sua existência na nossa imprensa e na cultura...”
Isto posto, tenho certeza de que se eu tivesse no seu lugar, você tranquilamente tomaria as minhas dores.Como faz com tanta gente anônima, oprimida por aí. Voce os defende ostensivamente. Cuidado, porém, com o alarido da turba, meu amigo. Muitos instigam: “Mete o pau”, “desce a lenha”. Arrebenta com eles”.Depois nos deixam sozinhos com as amargas conseqüências. Lembra-se do nosso amigo radialista Roberto Taylor, nos anos 90? Tal qual voce, ele, tomava as dores do povo, brigava por nossa gente como ninguém. Certa feita foi agredido covardemente em um bar da cidade, tem até uma foto dele, na extinta Revista Presença com o olho todo inchado.Cena lamentável.
Antes de mais nada, devo dizer que não estou aqui para defendê-lo das acusações as quais te levaram á prisão preventiva expedida pela Justiça Eleitoral, desde o último dia 17 de agosto. Não sei se já se encontra solto, infelizmente, as informações não circulam. Devo dizer que não conheço os autos do processo e nem é de minha alçada publicar a sua inocência ou a sua condenação. Quero, sim, prestar-lhe minha solidariedade e lamentar que tenha chegado a este extremo fato. Quero muito que saia logo desta situação e venha de cabeça erguida para o seio de sua família, e para o abraço de seus verdadeiros amigos. (Entre os quais, não posso deixar de citar Marcelino Araujo e sua hashtag que rolou nas redes sociais, ‘Soltem o Portilho’)
Na hora de secar o bagaço quem fica do nosso lado mesmo é uma meia dúzia de amigos e, claro, a nossa família. Achei tocante o que disse, Gabrielle Lara, salvo engano, sua filha caçula: “ Primeiramente quero agradecer a todos que se manifestaram em defesa do meu pai José Maria Portilho, meu pai não é bandido , meu pai não cometeu nenhum crime, ele só quis defender essa cidade da podridão, da corrupção, das desmazelas como ele sempre diz. Estão querendo calar a boca do meu pai e a forma que eles conseguiram foi saciar o seu desejo de mostrar pra população as coisas erradas que acontece em Patrocínio.
Prisão Politica por defender sua opinião,isso é censura prévia!”
José Maria. Tanto José, quanto Maria, são os dois dos nomes mais comum no mundo. Isto fala de sua aura popular.Essa alma do povo que voce possue. Seu trabalho na mídia online, embora muito contraditado e polêmico, é sucesso regional. Quando inaugurou a empresa onde trabalho, por acaso, me perguntaram a quem convidar. Disse “chame o Portilho” Voce compareceu e fez um trabalho de divulgação maravilhoso. Pode lhe faltar prudência ás vezes, mas, reconheço que seu trabalho é pontuado de coragem. Parafraseando , Voltaire:"Não concordo com todas as ideias que voce expressa, mas daria de bom grado a vida para defender seu direito de expressá-las."
Sabe-se que a liberdade de expressão é direito de suprema importância para que a sociedade possa conhecer e se defender de possíveis arbitrariedades cometidas pelo poder público. É condição primordial para que o Estado seja caracterizado como sendo democrático.
Não sei se procede. Corre pela “rádio peão”que há cerca de 100 processos contra você. Ufa! E depois que foi preso, foi cortante ver uma imagem sua numa cadeira de rodas. Disseram que, supostamente foi tortura, que acabou lhe prejudicando seu problema de gota e coluna. Quero que você, de acordo com a justiça, se livre de toda esta pendenguera judicial.Há o que procede, voce deve pagar; há o que não procede, vocve não deve pagar. Gosto de leio na revista Ultimato de 1998, talvez se aplica no seu caso, talvez, não: “Há acusações que procedem. São firmadas sobre relatos, sobre provas, sobre documentos. São produzidas por pessoas honestas, que nunca tiveram qualquer implicância contra o acusado. Mas há também acusações que não procedem. Baseiam-se ora em equívocos ora na maldade humana, que não suporta ver um homem íntegro. As provas são forjadas, falsas e mentirosas. As testemunhas, o promotor de acusação e o juiz são todos subornados. Desde que o mundo é mundo, há justos colocados na cadeia e criminosos colocados na rua. “
Quero, sobretudo, é vê-lo andando por nossas ruas de cabeça erguida. O homem nasceu para ser livre e responsável.
Liberdade, amigo!