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Blog Vitor Sergio
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VITOR SERGIO DE ALMEIDA é Graduado em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri) e em Letras pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). É especialista em Docência no Ensino Superior pelo Instituto Passo 1, de Uberlândia. Natural de Patrocínio, reside em Uberlândia há mais de onze anos, onde atua como professor, escritor e jornalista. E-mail vitor_sergio@hotmail.com
vitor_sergio@hotmail.com |
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| Atualizada em: 30 / 08 / 2010 |
| Tecnologia nos estudos: Moderação ao usar |
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Recentemente, a jornalista patrocinense Vanessa Pires - que atua no jornal Correio de Uberlândia - fez uma matéria sobre o uso da tecnologia no meio educacional; na ocasião relatei um caso e mostrei o meu ponto de vista... Reparem:
www.jornalcorreio.com.br/texto/2010/08/22/47137/quando_a_tecnologia_incomoda.html
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| Atualizada em: 04 / 06 / 2010 |
| Pesquisadora de Patrocínio é referência nacional |
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Em destaque...
A pesquisadora e professora patrocinense Magna França lança o seu quarto livro voltado para o financiamento da educação básica e controle social dos investimentos das verbas públicas. Ela é Doutora em Política Educacional, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde leciona.
A sua quarta obra "Sistema Nacional de Educação e o PNE (2011-2020): diálogos e perspectivas", da editora Liber Livro (Brasília), teve lançamento nacional na Conferência Nacional de Educação (CONAE 2010), sob a coordenação do Ministério da Educação e Cultura (MEC), no mês de abril, em Brasília. A mesma será relançada dia 21 de junho, em Natal, Rio Grande do Norte, na livraria Siciliano.
Magna é considerada uma das maiores pesquisadoras em investimentos educacionais do Brasil. Ela é filha de Antônio França e esteve em Patrocínio durante o feriado de Corpus Christi, onde visitou amigos e a família França - Amauri de Almeida. Na oportunidade, ela salientou que a próxima produção "já está na gaveta" e será lançada em 2011, com o foco de "políticas na educação básica".
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| Atualizada em: 16 / 05 / 2010 |
| Sucesso na escola... |
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O fato das escolas estarem inseridas em uma sociedade capitalista, faz com que a educação escolar, por vezes, seja vista como um processo alienante, mas os professores não podem aceitar essa morbidez e devem sempre induzir os alunos a buscarem "algo mais". Para isso, algumas táticas devem ser pensadas:
Primeiro, um sucesso escolar, conseqüentemente profissional, comportamental, emocional e social não se restringe apenas à "escola" (ao professor), esta, como propagadora de aprendizagem prática ou teórica e ou formadora de caráter, aguerridamente, distingui-se do papel que lhe destinou a sociedade, função esta que passa primeira e basicamente pelo alicerce familiar.
Segundo, em outras palavras, sozinho o professor não é ninguém, deve-se primeiro ter um acompanhamento dos pais, que respaldem o trabalho deste profissional da educação. Depois, algumas dicas são importantes para se ter um bom convívio entre educador e aluno, ou seja, aqueles devem demonstrar interesse pelas tarefas, fazê-los perceberem que estas têm aplicação na vida prática e que quando forem solicitados, possam ou devam indicar livros e sites para pesquisas, entretanto, que jamais façam os exercícios para os estudantes.
E mais, com isso, crê-se que quanto mais o professor participar e melhor preparado ele estiver (sempre se reciclando) para os desafios da educação atual, melhor será o meio acadêmico em que se encontram estes mesmos alunos.
Enfim, o exemplo é uma ótima maneira de conscientizar os alunos da importância de se manterem uma rotina de estudos em casa, se o professor mostrar prazer nesta atividade (pautando no lúdico, dinâmicas, pesquisas atuais, uso de ferramentas virtuais...), o aluno se sentirá motivado e seguirá os passos do seu mestre.
Para encerrar, deve-se fornecer aprendizagem (informação) pelo contato direto (por todos os sentidos para ofertar "direitos iguais" para todos os alunos, sem privilegiar um ou outro contato), assim, o estudante sempre terá acesso fácil às várias informações disseminadas e poderá ter uma participação mais ativa no processo de ensinamento, pois a grande aprendizagem ocorre "dentro" do "eu", do próprio "ser". Assim, verifica-se a necessidade de que aquilo que o professor ensina, mexa com interior (sentidos), transforme, modifique o dia-a-dia intelectual e comportamental do discente. Deste modo, o que prevalece verdadeiramente é a aprendizagem (com motivação, que pode se dar de diversas formas, como foi mostrado na resposta anterior), que tem aplicação prática e ou que o instigou a reflexão naquele momento ou depois com a maturidade (experiência).
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| Atualizada em: 21 / 04 / 2010 |
| Mon langue, minha coltura, deve-se preservá-la |
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Vou ao Shopping e depois vou a uma Lan House, pois há sale.
Off - Mouse - MTV - Pizza - matinê - chofer
Acima há palavras comuns e bastante usadas no cotidiano brasileiro, enfim frases despretensiosas ao pronunciar de um locutor, mas a maioria destes falantes de língua portuguesa não se dá conta, que tais expressões são ou foram estrangeirismos. Assim, eis que surge a questão, deve-se correr deste, como the devil run da Cruz? Ou, transformá-lo em um friend, allié.
Há diversas definições para ESTRANGEIRO, assim, basear-se-á no uso da linguagem, frases ou termos provindos de um outro idioma dentro de um ambiente, que possui a sua língua nativa. Salientando que no Brasil, o idioma nativo não é o português - mas, o Tupi; o Tupi de Iracema, Maracanã, abacaxi e tantas outras pessoas e palavras -, ou seja, aqui se usa uma língua que já foi um dia estrangeira, e que ao longo dos séculos sofreu e sofre influência francesa, espanhola, inglesa...
Há uma version positiva para este show, que acontece nas várias langues do mondo, pois há termos estrangeiros que vem para preencherem espaços em que a língua original não possui correspondente (no caso do Brasil, incorporou-se: abajur, chofer, futebol), ou que este é pouco usado e ou conhecido (aqui há o exemplo de: internet, deletar, shopping). Desta forma, o estrangeirismo é benéfico e se torna um instrument importante para a evolução comunicacional, cultural e até mercadológica.
Desta forma, segundo o teacher de língua inglesa Valdir Gonçalves "devemos estar cientes de que muitos brasileiros estudam e fazem uso de língua estrangeira, principalmente a inglesa visando o desenvolvimento intelectual, a comunicação internacional, a qualificação profissional". Enfim, o português mesclado com outros idiomas é a soma da dinâmica cultural, que resulta do convívio entre os povos.
Mas, também existem aqueles termos que possuem uma tradução para o idioma local, e mesmo assim são utilizados (sale, off, stop), ou seja, nem sempre a utilização de termos estrangeiros na sprache madre acontece em função da inexistência de palavras adequadas. E esse uso acontece por várias questões, dentre elas: mercadológica, modismo, influência cultural e até política. Para Valdir - que atua no ensino de língua estrangeira há 25 anos - "o uso indiscriminado e a simples mistura de línguas sem um objetivo claro, pode ser prejudicial ao ato comunicacional e até propiciar a perda de identidade cultural".
Assim, verifica-se que não se pode falar, falar e falar uma língua externa e conseqüentemente abandonar o idioma portugais, em contrapartida há a necessidade de se ter acesso as diversas línguas - e usá-las de modo consciente -; esta é a visão da professora de Língua Portuguesa Sheilla Xavier: "deve-se manter o respeito à língua materna e tal fato não pode ser atípico e atemporal, já que vivemos em mundo globalizado, em que diversas línguas fazem parte da competência do individuo e constantemente estão em contato umas com as outras".
Enfim, em bom português: No se pode pôr a língua portuguesa em uma redoma e inibir o seu contato com o exterior, e muito menos desprestigiar aqueles que buscam two, three línguas; "(...) o exagero em criticar o uso de estrangeirismo incorre na possibilidade de exclusão, é preciso que haja bom senso", finaliza Sheilla - que ensina língua portuguesa nos Ensinos Fundamental e Médio há 20 anos. Assim, deve-se preservar a última flor do Lácio, como disse o célebre Camões, de modo a agregar valores - expressões - afim de complementá-la e torná-la ainda mais rica, pois, ela é o maior expoente cultural do povo brasileiro e retrata perfeitamente a grande miscigenação étnica e culturel do Brasil. The end!
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| Atualizada em: 07 / 04 / 2010 |
| A vastidão e a importância de divugar o serviço, o produto... |
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Cada vez mais, a comunicação empresarial está intimamente ligada à competitividade e à própria sobrevivência da organização. No cotidiano, a definição da imagem de uma empresa é muito importante para angariar clientes, para o reconhecimento da marca e para o alinhamento entre a instituição e os objetivos do negócio. E principalmente em momentos difíceis - trágicos - há necessidade de uma boa comunicação, ou seja, de transparência nas informações; com isso existe uma resposta para questões de cunho humanitário e financeiro. Assim, sem esse elo informativo, a imagem da empresa tende a se deteriorar perante os clientes (familiares) afetados e conseqüentemente na opinião e gosto da sociedade.
De forma simplista, publicidade e propaganda são instrumentos estratégicos de marketing para que empresas e instituições atinjam o mercado de consumo, divulgando produtos, serviços, marcas e idéias.
Quando a formulação dos conceitos parte da definição do dicionário, isto é, a partir de um critério gramatical, não se obtém uma diferença clara entre os termos. Nos livros e dicionários técnicos, percebe-se em alguns casos uma preocupação com o conteúdo da propaganda e da publicidade, fator determinante para a sua conceituação.
Na propaganda, o tema é usado habitualmente com vários sentidos, desde o pejorativo ao de propagação da fé, até o sentido político, que é o de "propaganda comercial".
Na publicidade, o sentido parece mais abrangente -- mais próximo de divulgação e comunicação -- e menos preciso que na propaganda, em que a noção do propósito persuasivo é se liga ao conceito técnico da palavra.
Deste modo, a propaganda enfatiza os anúncios em si, as peças publicitárias, ou seja, o que é feito de forma paga para se receber publicidade. Já a publicidade mexe com o meio, todo o conjunto, formado por veículos, agências, ações. Por isso, se diz meio publicitário ou peças publicitárias. Também é toda a ação recebida do meio de forma espontânea, não paga.
Em resumo, a propaganda é somente uma das formas de se fazer e receber publicidade. De qualquer forma, ambos os termos são usados e, na maioria das vezes, com os mesmos sentidos. O importante é o fato de comunicar. Transmitir a mensagem é o que interessa. E no "mundo moderno", viver sem divulgar seria trabalhar sem o cliente, sem o reconhecimento, pois como dizem "a propaganda(publicidade) é a alma do negócio".
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| Atualizada em: 23 / 03 / 2010 |
| Em busca da fonte perdida |
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Com o advento do mundo - jornalístico - moderno e com suas constantes transformações, a construção de um artigo informativo lúcido e embasado com a verdade se transformou em um acerto na mega-sena acumulada e não - puramente - por causa do descomprometimento com a notícia ou da ideologia fascista do jornalista, mas motivado por um individuo em especial, aquele que se predispõe a ajudá-lo, a "fonte".
Na formação de um texto, verdadeiramente, noticioso é fundamental "ouvir" os dois, três, quatro lados da moeda e neste caso, a "fonte" (raiz e alicerce da notícia) deve ser escolhida a "dedo", de modo ímpar.
Assim, fonte... Qualquer jornalista acha e ou tem, mas, sempre se deve perguntar: Ela é confiável? E em na sociedade cotidiana, em que impera o estilo tradicionalista e muitas vezes individualista, deve-se perguntar inúmeras vezes: "Realmente, pode-se acreditar no que ela propagou (publicar)?"
Neste "mundo moderno", sedento de gana por se "dar bem", re)checar "até a alma" a(s) fonte(s) se torna imprescindível, uma questão de sobrevivência, pois uma carreira pode ser abalada por uma simples "palavrinha" mal posta ou imposta, premeditadamente, de modo errado.
Assim, mais vale o "pé atrás", a matutes do que a notícia, aquela que é "malhada"... prestigiada pelos seus dados infundados e grotescos.
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| Atualizada em: 03 / 03 / 2010 |
| O futuro dos livros, das publicações manuscritas |
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Século XXI... E muito se discute que com o avanço da informática - internet - as publicações manuscritas irão desaparecer... Conseqüentemente, o livro habitará apenas a memória dos saudosistas. Assim, diante deste (des)gostoso dilema, eis que surgem alguns questionamentos, tais como: Até que ponto, pode-se dizer que a folha escrita não fará parte do mundo moderno? O imortal escritor Machado de Assis - se contemporâneo - aprovaria a aposentadoria precoce destes fascículos?
Com o passar dos dias, meses, anos e mesmo com os inúmeros adventos do "mundo moderno", apenas uma certeza paira... Ou melhor, uma opinião dos amantes da escrita de que o livro - aquele surrado e desbotado livro do século retrasado - ainda impregnará a contemporaneidade, a vida futura dos seres pensantes. É verdade que a evolução deve ser respeitada, aplaudida e que o novo meio tecnológico será uma "mão na roda", porém, torna-se inegável o charme - para alguns a praticidade - e a importância histórica do papiro... E isto, aliada a paixão ardente que há entre tais obras e os "livreiros", evidencia-se um casamento que pode passar por algumas crises informatizadas, mas que será perpetuo ou "eterno enquanto dure".
Se perguntarem (ontem ou hoje) ao "grande e enorme" Machado de Assis acerca de como seria o futuro dos manuscritos, ele responderia da seguinte forma: "Olhai: daqui a setenta anos, um sujeito magro, amarelo, grisalho, que não ama nenhuma outra coisa além dos livros, inclina-se sobre a página anterior, a ver se lhe descobre o despropósito; lê, relê, treslê (...)" (Assis, Machado de. In Memórias Póstumas de Brás Cubas, Capítulo 68 O Vergalho).
Ou seja, sempre haverá um saudosista de plantão e alguém apto a (re)criar os sabores e prazeres diluídos em um livro.
Assim, daqui há 70 ou 1.000 anos... Com a presença do homem e com a necessidade de comunicação, um livro - como o "Memórias Póstumas de Brás Cubas", do próprio Machado de Assis - valerá e se sobressairá diante de qualquer nova e moderna tecnologia. Enfim, para comprovar estas afirmações seria fundamental esperar 70 anos e se transformar em um sujeito magro, grisalho e, principalmente, saudosita por causa dos acontecimentos mundanos e não em relação a aposentadoria dos livros.
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| Atualizada em: 28 / 02 / 2010 |
| Esporte, futebol, ética e imparcialidade; tudo isto em prol do bom jornalismo |
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Ao pensar em jornalismo especializado, automaticamente, veio a minha mente o esportivo, para ser mais sincero o futebol. Afinal, esporte no Brasil é sinônimo de futebol e, ainda, como grande aficionado por esta "paixão nacional", deixei-me levar pela "voz da emoção", mas não em detrimento da razão, que deve cercar o nosso campo profissional.
Talvez este seja o grande problema que os profissionais do ramo esportivo enfrentam; a falta de imparcialidade. Em todas as profissões (e em nosso meio não é diferente) se exige eficiência e compromisso ético, com a verdade, pois o "jornalismo futebolístico", pelo menos para o profissional ao contrário do torcedor, não é show.
O jornalismo esportivo é uma especialização que lida com alto grau de risco de imparcialidade, pois tanto jornalistas quanto leitores têm preferências por determinados times ou atletas. Por isso, o profissional da área deve tomar cuidado com a paixão ou repúdio que seu texto (fala) pode facilmente provocar no público (e em colegas).
O jornalista esportivo antes de tudo é um jornalista "completo", ou seja, deve possuir todos os embasamentos teóricos e práticos que a profissão exige. Assim, ele não deve conhecer apenas o universo do esporte, mas diversos campos e modos de atuação. Por exemplo: Se ele vai cobrir uma partida de futebol no Amazonas e presencia um conflito ou uma festa indígena, ele necessita noticiar o ocorrido, pois o "tempo não espera e ele é o testemunho vivo do caso"; desta feita, comprometendo-se com a informação em precisa e em "primeira mão".
Enfim, ser ético, é agir corretamente dentro daquilo que você considera que seja correto. Dificilmente, irá vacilar sendo verdadeiramente correto, ou seja, a apuração deve ser feita da melhor maneira possível, porém, a visão particular (parcial) do profissional tem que ser renegada, esquecida; em prol do compromisso assumido em nossa profissão, que é a verdade mistura com o respeito.
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| Atualizada em: 10 / 02 / 2010 |
| Carnaval e consumo de bebida: Médico e instrutores de Educação Física desmentem mito da barriga de cerveja |
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Sozinha a cerveja não causa aumento do volume da barriga
É inegável que o álcool em excesso causa malefícios ao homem, essa substância pode produzir problemas que vão desde a pressão alta, doenças cardiovasculares até derrames ou alguns tipos de cânceres. Ainda há alguns que creditam a bebida o poder de aumentar o volume da barriga, causando a famosa "barriga de cerveja" - em muitos lugares o termo "chopp", substitui a palavra "cerveja", criando a vertente "barriga de chopp". Mas, será que realmente o álcool tem esse poder "transformador"?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) esclarece que em algumas situações o uso do álcool não é recomendado nem em pequenas quantidades. Mas, se for consumido, o sugerido é que o indivíduo que quiser beber deve fazê-lo com moderação, isto é, estabelece-se que para se evitar problemas com o álcool, o consumo aceitável é de até 15 doses por semana para os homens e dez doses por semana para as mulheres. Lembrando que uma dose deve conter de oito a 13 gramas de etanol. O Doutor em Cardiologia Nabil Ghorayeb alerta que "o álcool é um problema sério porque hoje se sabe que ele traz mais problemas do que benefícios".
E o uso moderado de bebidas alcoólicas é um conceito difícil de ser definido na medida em que ele transmite idéias distintas para pessoas diferentes. E ainda, essa definição é confundida com a expressão "beber socialmente", que significa o uso de álcool dentro de padrões aceitos pela sociedade (mas, a polêmica é: o que seria ou não aceito?).
Ghorayeb, que também é Chefe da seção Médica de Cardiologia do Exercício e do Esporte do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, enfatiza "uma taça de vinho por dia seria ótimo, só que hoje estamos vendo é alcoolismo pelo vinho. As pessoas estão tomando uma garrafa de vinho por dia achando que vão melhorar, e não vão melhorar (...) então a bebida tem que ser usada com muito cuidado, porque ela leva a dependência." Enfim, a definição de consumo moderado pode variar de acordo com o homem e com o contexto.
E o que muitos pensam... que a cerveja promove o aumento da barriga é algo polêmico e contestável. Apenas o consumo de cerveja não cria a "barriga de cerveja". Ghorayeb é enfático "não tem ‘barriga de chopp’, o que tem realmente são maus hábitos alimentares associados à bebida, quem é barrigudo não é só por causa da cerveja, é porque ele comeu junto com o consumo do álcool". A professora de Educação Física, Viviane Ribeiro, confirma "a saliência pode não ser da cerveja, mas de uma alimentação desequilibrada". Viviane, que é Especialista em Obesidade e Emagrecimento, reforça que o correto é se "alimentar melhor", diante do ato de beber. Além do consumo excessivo do álcool e do incorreto ato alimentar, a falta de exercícios físicos contribui para se ter a barriga grande; a educadora de atividades físicas Maria Luciana Menezes ressalta que "o sedentarismo aliado à alimentação desequilibrada, provavelmente trará a ‘barriga’". Enfim, beber - moderadamente - não dá o aumento da barriga, isso é mito; o que promove a saliência é beber e não se alimentar corretamente e ainda não praticar exercícios.
Vale ressaltar que o fim dessa lenda acalma - parcialmente - mais de 30 milhões de brasileiros, que bebem com freqüência, segundo dados da Secretaria Nacional Antidrogas. Esse grupo, que gira em torno de 15% da população, pode beber tranqüilo, mas não deve esquecer de uma boa refeição - almoçar e jantar bem - e de constantemente praticar atividade, assim, a barriga não terá saliência e a saúde não se abalará, facilmente, pelo consumo de álcool.
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| Atualizada em: 13 / 01 / 2010 |
| Fuga da realidade, Literatura, Loucura |
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A fuga da realidade é uma temática constante na literatura e no cotidiano das pessoas. É o rompimento com a vida real, por meio da criação e mentalização de um mundo paralelo e ficcional.
Mas, para que fugir do real? Necessidade de expor seus desejos incontidos? Loucura?
Há várias respostas obedecendo a diversos pontos de vista, como o filosófico e o psicológico, que por sua vez, podem se contemplar.
Os indivíduos, que trabalham com a arte literária, que buscam o escapismo, são seres volúveis quanto à adaptação, pois não conseguem aceitar a disposição "hipócrita" da sociedade e este mundo "perverso", inadequado as suas aspirações. Eles concebem o mundo como um cenário de uma disputa entre dois princípios opostos: o bem e o mal, o amor fiel e a tentação; em nosso contexto, isso significa ser honesto e pobre ou corrupto e rico, fazer ou usar o que gosta ou acompanhar a moda. Podemos comprovar essa inconstância lendo alguns escritores da segunda geração de poetas do Romantismo brasileiro (1836 - 1881), como Álvares de Azevedo; porém, há uma diferença entre os indivíduos da Literatura (da Segunda geração Romântica e os demais escritores) com os outros indivíduos da vida real, que também buscam o escapismo: o primeiro grupo tem plena consciência de sua dispersão, já o segundo, às vezes, não tem o controle da situação. Apesar disso, o resultado é o mesmo: Um ser corroído que demonstra toda a sua inconstância por meio da apatia, morbidez, boêmia e desapego a assuntos de domínio público...
Existe a necessidade de romper com as desmazelas do cotidiano, com a monotonia, com a sucessão de desenganos, com as desilusões amorosas..., Então, nada melhor que se evadir, pois almas e sentimentos nobres não cabem num mundo cada vez mais vazio e indiferente. Para o "poeta-lunático", a criação de um "lugar-situação" ideal e de simulacros é uma forma de se proteger, de representar uma vontade que estremece o seu íntimo, de blasfemar uma desventura, um modo irônico de protestar em alto e estridente tom e mostrar sua indignação perante as injustiças.
Tachar alguém, incluindo o poeta, de louco por imaginar situações pode demonstrar verdadeiramente, um ato insano, pois as pessoas praticam, constantemente e de diversas formas, o escapismo, ou seja, fogem de seus mundinhos e se põem a imaginar outros percursos que poderiam ser trilhados em suas vidas (necessariamente não se arrependendo); "ah se eu tivesse dito sim", "se eu estivesse lá", ou diante do aparelho televisivo se colocam no lugar do mocinho(a) da novela, ou quando fazem planos com um enorme prêmio de um jogo da loteria. Se essas situações fossem rotuladas de loucura, dificilmente haveria pessoas sãs neste mundo voraz.
É por meio destas divagações do pensamento que encontramos motivações para enfrentar todos os obstáculos e buscar esse desejo incontido de auto-realização, pois como disse Menotti Del Piccha: "Não é louco quem corre atrás de uma esperança, porque a esperança é o fim de nossa própria vida".
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| Atualizada em: 30 / 12 / 2009 |
| A prova (de redação) do Enem |
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Depois de um atraso de mais de dois meses, nos dias cinco e seis de dezembro, ocorreu à prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para muitos o "novo vestibular" brasileiro, consequentemente a avaliação de redação - que aconteceu no segundo dia de teste -, que tem uma importância descomunal em tal processo.
De acordo com os dados do Ministério da Educação (MEC), o número de inscrições foi o maior de todas as onze edições anteriores, ao todo 4.147.527 candidatos se prontificaram a fazer o teste. Dentre os inscritos, 60,97% já concluíram o ensino médio. O resultado sai no dia cinco de fevereiro de 2010. Vale frisar que nos dias cinco e seis de janeiro, ainda haverá a aplicação da prova em 339 unidades prisionais do país.
Alguns percalços aconteceram - dentre eles: fechamento antecipado de portões das unidades onde aconteceram a avaliação, local de prova indicado errado no questionário socioeconômico -, mas tudo foi considerado "de absoluta tranqüilidade" pelo MEC. Mas, o grande problema do Enem 2009 foi à fraude, ou seja, o furto das provas na Gráfica Plural, onde as mesmas foram impressas pela primeira vez. Felizmente, os ladrões foram presos. Contudo, depois desse lamentável episódio, diversas instituições de ensino desistiram de usar o resultado do Enem em seu processo seletivo e manchou a lisura do processo.
A "TEMIDA" REDAÇÃO
No principio, temida por muitos candidatos, a redação teve um tema contemporâneo e de amplas possibilidades de abordagens, que foi sobre a "ética", o que facilitou para muitos. E para ajudar ainda mais, foi usada uma boa coletânea com três textos induzindo o redator a escrever sobre o papel do indivíduo em relação à ética nacional.
Mesmo com as mudanças na parte objetiva, nada se alterou no formato do processo de produção de texto. Os mais de quatro mil candidatos inscritos, que fizeram o teste em mais de 1.829 cidades, em todos os estados, tiveram que elaborar um texto dissertativo argumentativo - a modalidade mais cobrada nos concursos no Brasil. Destaca-se que foi proposto apenas um único tema. Porém, em muitos processos seletivos há possibilidade de escolha e, na maioria das vezes, existem fragmentos motivadores, que podem ser: artigos informativos, charges, gráficos comparativos, letras musicais.
Motivação! No Enem, a redação tem o valor de dez pontos e sistematicamente aparecem candidatos que obtenham essa nota, para isso não precisa(ou) elaborar um fragmento impecável, sem falhas de pontuação, ou acentuação, ou ortografia. Deste modo, obtêm-se a "nota 10", quem trabalha(ou) de modo coeso e coerente os argumentos elaborados e exponha soluções sustentáveis para o tema-problema em questão.
Em 2008, foram 1.800 corretores para a redação do Enem. Neste ano, com o elevado número de inscritos e com a necessidade de se divulgar rapidamente o resultado, a quantidade de avaliadores aumentou.
ENTENDA A CORREÇÃO E COMO SERÁ CALCULADA A SUA NOTA NA REDAÇÃO
Cada texto é analisado por no mínimo dois corretores. Por ser uma análise criteriosa, mas pessoal, pode-se ter diferença nas notas. Desta forma, quando ela é superior a cinco pontos por competência, para se eliminar a discrepância, um terceiro corretor corrigi a dissertação. Este terceiro elemento também se faz necessário quando se tem a nota zero e a outra correção indicar qualquer ponto para o texto, pois para se "zerar" um fragmento implica que ele não registrou nenhum pré-requisito, sendo assim, torna-se estranho aplicar qualquer nota para ele. Agora, quando a discrepância entre os dois corretores for menor que cinco pontos, vale à média das duas notas.
É importante ressaltar que o estudante não pode se identificar na folha de redação, ou seja, não se deve rabiscar, desenhar ou deixar qualquer recado; caso isso aconteça, o candidato terá automaticamente o seu texto anulado. Inclusive em muitos concursos, para saber a procedência da dissertação - já que ela não é assinada - tem-se o código de barras, que é colado na folha da redação e que corresponde a cada aluno.
O número mínimo de linhas para a correção da redação do Enem é sete linhas, mas para se ter uma boa estrutural dissertativa (com teses, explanação da argumentação, apontamento da solução; por exemplo), necessita-se escrever no mínimo 20, 25 linhas, lembrando que o bloco de texto tem 30 linhas. Sendo assim, seria importante que o candidato tivesse o cuidado de não redigir poucas linhas, o que pode comprometer a estruturação, consequentemente o seu ponto de vista.
E mais, no momento da escrita, deve-se optar pelo relato de termos cultos, porém não preciosos. Já o emprego do título (no Enem) é opcional, mas muitos acreditam que ele se trata de um processo básico na apresentação da obra dissertativa, a titulação é empregada na primeira linha do bloco e o ideal é não se aplicar o ponto final.
DICAS REDACIONAIS
Para aqueles que ainda farão prova de REDAÇÃO (opinativa), algumas DICAS BÁSICAS E PERTINENTES:
1- Busque dividir o texto em quatro ou cinco parágrafos, marque-os adequadamente (2 a 3cm) e tente redigir cada um entre quatro e seis linhas.
2- Fuja das frases feitas (o senso comum), como começar o texto com atualmente ou hoje, ou aplicar clichês, como: a união faz a força, unidos venceremos, é necessária uma conscientização.
3- Evite verbos no gerúndio antecedidos por locuções verbais, como: - estava debatendo, fica jogando, permaneceu viajando.
4- Cuidado com a "repetição" de termos, ou seja, não coloque no mesmo parágrafo, termos substantivos, adjetivos, advérbios.
5- Em textos opinativos, pode-se fazer um texto em primeira pessoa (singular ou plural) do presente do indicativo. Mas, buscando a propagação da opinião impessoal, torna-se freqüente o uso da terceira pessoa (Dissertação objetiva).
6- Cuidado com a rasura, a questão estética não é o foco principal, mas ela contribui muito para uma boa apresentação da sua organização pessoal e argumentativa.
Portanto, para aqueles que fizeram à prova do Enem, agora é esperar o resultado e boa sorte. Para quem ainda fará mais testes avaliativos, torna-se importante dosar a ansiedade, sentir-se preparado e ir para a prova com muita paciência, pois tudo é conseqüência de um bom estado emocional e preparatório.
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| Atualizada em: 26 / 12 / 2009 |
| Fim de ano Letivo: Não basta ser pai...Não basta ser escola |
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Os pais devem participar da vida escolar dos filhos de uma maneira decisiva e interessada, assim, aliando a uma escola proativa, os filhos têm maiores chances de êxito escolar, profissional...
É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Uma propaganda televisiva criada em 1984, pelo publicitário Duda Mendonça, propagou o conceito de que "não basta ser pai, tem que participar!". Assim, consolidando este slogan, observa-se que é e está cada vez mais fundamental a participação familiar no processo educacional dos filhos. O resultado desta ação é totalmente positivo e observado por meio dos dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), de 2003, pois os estudantes, cujos pais acompanham sua rotina escolar, apresentaram melhores notas em uma avaliação referendada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Os alunos que afirmaram terem pais atentos ao que lhes acontecem em suas escolas, alcançaram, na prova de Língua Portuguesa e Matemática, uma média de 17 e 13 pontos a mais, respectivamente, que aqueles cujas famílias demonstraram pouco interesse. Para Adriano Nery Vilela da Silva, diretor de uma escola em Uberlândia, "ainda que o mercado de trabalho exija muito tempo tanto do pai, quanto da mãe, entende-se que se houver algum momento livre, parte deste, deveria ser dedicado à educação dos filhos". Esta afirmação de Adriano é compartilhada por mais da metade (55,7%) dos pais dos alunos, que participaram da avaliação da Saeb, pois estes admitiram que constantemente conversam sobre o cotidiano escolar com os filhos, enquanto 36,2% afirmaram ser esta é uma situação que ocorre eventualmente e 6,8%, que nunca ocorre.
... Tem que haver disponibilidades de mecanismos que auxiliem os pais a estarem ao lado dos filhos na questão escolar
Para a psicóloga Fabiana Pires Teobaldo "há aqueles pais que desde o começo do ano, procuram-nos para auxiliá-los, no acompanhamento de seus filhos e se mostram muito dispostos e presentes". É o caso da empresária Ana Cristina Zanatta, que mesmo tendo uma rotina desgastante, preocupa-se muito com o cotidiano escolar de sua filha, que cursa a oitava série, segundo ela, "os pais devem participar das reuniões, bem como buscar informações na internet e saber do rendimento escolar do filho"; para ela tudo isso é muito importante e enfatiza: "não abro mão de fazer isso pela minha filha".
Desta maneira, para sacramentar um bom elo da escola com os pais e seus filhos, Fabiana - que tem MBA em Gestão de Pessoas e atua na área educacional há quatro anos - salienta que "há uma dinâmica muito interessante de fornecer informação - seja pelo contato direto, por telefone e até pela internet -, para que o pai fique ciente da situação de seu filho, mesmo que ele não busque notícias. Assim, o mesmo sempre terá domínio de várias informações, como: tarefa de casa, notas (se estão muito baixas ou não) e perfil disciplinar".
... Uma das soluções é participar!
Enfim, um sucesso escolar, conseqüentemente profissional, comportamental, emocional e social não se restringe apenas à "escola", esta, como propagadora de aprendizagem prática ou teórica e ou formadora de caráter, aguerridamente, distingui-se do papel que lhe destinou a sociedade, função esta que passa primeira e basicamente pelo alicerce familiar. Desta forma, algumas dicas são importantes para se ter um bom convívio entre família e escola, ou seja, os pais devem conscientizar seus filhos a manterem uma rotina de estudos em casa, a demonstrarem interesse pelas tarefas, fazê-los perceberem que estas têm aplicação na vida prática e que quando o pai ou a mãe forem solicitados, possam ou devam indicar livros e sites para pesquisas, entretanto, que jamais façam os exercícios pelos filhos. Com isso, crê-se que quanto mais os pais participarem e melhor preparada for à escola para os desafios da educação atual, melhor será a meio acadêmico em que se encontram estes mesmos alunos, seus filhos. |
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